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Interior
preserva exigência de fiador na locação
18-04-2007
As cidades do interior do
Estado podem estar cada vez mais parecidas
com a Capital em alguns aspectos da vida
urbana moderna, como a violência e
o desemprego. Mas há algumas tradições
e costumes que ainda resistem ao tempo,
como alugar imóvel com a garantia
de um fiador.
Evidência desse comportamento
diferenciado foi colhida na pesquisa feita
pelo Conselho Regional de Corretores de
Imóveis do Estado de São Paulo
(CRECI-SP) com 1.436 imobiliárias
de 37 cidades do Estado. O fiador foi a
modalidade de garantia adotada em 88,43%
dos novos contratos de aluguel assinados
em fevereiro último nos municípios
do Interior. Já o seguro-fiança,
instrumento tido como mais moderno, respondeu
por apenas 8,31% das novas locações
e o depósito em poupança de
valor equivalente a três meses de
aluguel foi a forma de garantia adotada
em 3,26% dos contratos.
"Ao se comparar esse
resultado no Interior com os das outras
três regiões do Estado em que
a pesquisa é dividida, fica claro
que o compromisso no 'fio do bigode' continua
sendo exercitado em parcela importante do
mercado imobiliário", definiu
José Augusto Viana Neto, presidente
do CRECI-SP. Na Capital, o fiador respondeu
por 54% dos novos contratos em fevereiro,
percentual que foi de 63,12% no Litoral
e de 56,47% nas cidades de Santo André,
São Bernardo, São Caetano,
Diadema, Guarulhos e Osasco.
"A diferença
de até 34 pontos percentuais do Interior
em relação à Capital
é explicável, principalmente,
pelo fato de que as relações
pessoais nas pequenas e médias cidades
estão amparadas em maior conhecimento
mútuo, proximidade entre conhecidos
e nos laços de parentesco mais estreitos
do que em São Paulo", explicou
Viana Neto.
"Talvez o Interior
mude com o tempo, mas na Capital parece
ser irreversível o crescimento das
formas impessoais de garantia da locação,
como o seguro-fiança e o depósito
em poupança de três meses de
aluguel." Em São Paulo, o seguro
foi a forma de garantia usada em 15,23%
dos contratos assinados no período
e o depósito, em 30,76%.
O número de imóveis
alugados em fevereiro no Estado de São
Paulo foi 4,79% maior que o de janeiro,
com o índice de locação
evoluindo de 2,1677 para 2,2716. As 1.436
imobiliárias consultadas pelo CRECI-SP
alugaram 3.262 casas e apartamentos. Nas
quatro regiões em que é dividida
a pesquisa, o número de locações
do período cresceu no Interior (+
10,57%) e na Capital (+ 2,21%) e caiu no
Litoral ( - 3,68%) e nas cidades do A, B,
C, D, Guarulhos e Osasco (- 2,20%).
Já a inadimplência
dos inquilinos só diminuiu no Litoral
- 7,13% na comparação de fevereiro
com janeiro. Os atrasos aumentaram 7,55%
no Litoral, 5,57% na Capital e 2,37% no
A, B, C, D, Guarulhos e Osasco.
Os imóveis mais alugados
continuam sendo os da faixa de até
R$ 600,00 mensais. As casas e apartamentos
com esse valor de aluguel representaram
85,10% do total de imóveis locados
no A,B,C,D, Guarulhos e Osasco; 80,49% no
Interior; 75,38% no Litoral; e 62,38% na
Capital.
Imóveis
usados em queda
A pesquisa CRECI-SP mostrou
que as vendas de imóveis usados continuam
patinando no Estado este ano. Depois de
uma queda de 2,56% em janeiro, elas tiveram
nova redução de 2,35% em fevereiro.
O índice de vendas estadual recuou
de 0,6861 para 0,6699. As 1.436 imobiliárias
consultadas venderam 962 casas e apartamentos
no período.
Das quatro regiões
em que se divide o levantamento, as vendas
caíram em três delas: Capital
(- 1,73%), Interior (- 4,34%) e Litoral
(- 3,74%). Só houve crescimento -
de 3,77% - nas cidades do A, B, C, D, Guarulhos
e Osasco. Os imóveis mais vendidos
foram os de valor até R$ 100 mil.
Na Capital, casas e apartamentos
nessa faixa somaram 59,71% das vendas em
fevereiro, percentual que foi de 64,98%
no Interior; de 63,69% nas cidades do A,
B, C, D, Guarulhos e Osasco; e de 75,12%
no Litoral.
A pesquisa CRECI-SP foi
feita nas seguintes 37 cidades - Americana,
Araçatuba, Araraquara, Bauru, Campinas,
Diadema, Guarulhos, Franca, Itu, Jundiaí,
Marília, Osasco, Piracicaba, Presidente
Prudente, Ribeirão Preto, Rio Claro,
Santo André, São Bernardo
do Campo, São Caetano do Sul, São
Carlos, São José do Rio Preto,
São Jose dos Campos, São Paulo,
Sorocaba, Taubaté, Caraguatatuba,
Ilhabela, São Sebastião, Ubatuba,
Bertioga, Guarujá, Santos, São
Vicente, Itanhaém, Mongaguá,
Peruíbe e Praia Grande.
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