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Comércio
com Alemanha poderá quase duplicar
até 2009
21-11-07
A corrente de comércio
entre Brasil e Alemanha, que neste
ano deve chegar a US$ 13 bilhões,
tem condições de alcançar
os US$ 20 bilhões em 2009,
um crescimento de 54%, por meio do
aumento principalmente das exportações
alemãs de máquinas,
equipamentos e serviços para
as obras do Programa de Aceleração
do Crescimento (PAC) e também
das vendas de produtos industrializados
brasileiros de maior valor agregado,
como aviões, celulares e automóveis.
A estimativa foi feita
na terça-feira por representantes
do governo e da iniciativa privada
no último dia do Encontro Econômico
Brasil-Alemanha 2007, promovido pela
Confederação Nacional
da Indústria (CNI) em Blumenau,
Santa Catarina.
Durante a reunião
da Comissão Brasil-Alemanha
de Cooperação Econômica,
organismo único no Brasil de
relações entre governos
e empresários de dois países,
o secretário-executivo do Ministério
do Desenvolvimento, Indústria
e Comércio Exterior, Ivan Ramalho,
levantou o número. "O
valor sinalizado pelo secretário
foi avaliado por todos como perfeitamente
factível", relatou o subsecretário
geral de Cooperação
e Promoção Comercial
do Itamaraty, Ruy Nunes Pinto Nogueira.
No ano passado, a
corrente de comércio entre
os dois países foi de US$ 12,194
bilhões. "Neste ano as
exportações do Brasil
para a Alemanha estão crescendo
em torno de 25% e as alemãs
para cá, cerca de 28%. Então,
neste ano vamos ter um comércio
bilateral de US$ 13 bilhões.
Com as obras do PAC e o aumento das
vendas de produtos industrializados
brasileiros, com certeza alcançaremos
esse valor", disse Nogueira.
O chefe da delegação
empresarial alemã presente
ao Encontro Econômico Brasil-Alemanha
2007, Uriel Sharef, da Siemens SG,
afirmou que existem excelentes oportunidades
de investimentos para empresas germânicas
em todo o país, principalmente
por conta do PAC. "Podemos participar
das obras, mas também vender
os equipamentos para outras empresas
fazerem outros projetos", disse.
O secretário
de Estado alemão, Bernd Pfaffenbach,
fez coro. "São cerca de
180 bilhões de euros de investimentos
nos próximos 3 anos que o Brasil
vai fazer em infra-estrutura. Não
podemos ficar de fora", salientou.
Outros
temas
O aumento do comércio
exterior entre Brasil e Alemanha é
um dos resultados que podem ser gerados
a partir de um evento como o Encontro
Econômico Brasil-Alemanha 2007,
promovido pela Confederação
Nacional da Indústria (CNI)
e pela congênere alemã
Bundesverband der Deutchen Industries
(BDI). A cooperação
em outras áreas, como as de
tecnologia, energia renovável,
biocombustíveis, capacitação
tecnológica, logística,
pesquisa e desenvolvimento, também
foi amplamente discutida nos três
dias de evento.
Um acordo entre o
Serviço Nacional de Aprendizagem
Industrial (SENAI) e o instituto alemão
Fraunhofen, de fluxo de materiais
e logística, foi mostrado no
evento. Os alemães ajudarão
a formar técnicos em logística
para as empresas brasileiras, no Centro
Nacional de Referência em Logística,
na Bahia, e em outros sete núcleos
nos estados de Mato Grosso do Sul,
Maranhão, Pernambuco, Espírito
Santo, Rio de Janeiro, Santa Catarina
e Rio Grande do Sul.
Além disso,
o Encontro Econômico Brasil-Alemanha
2007 proporcionou também aos
empresários brasileiros e alemães
excelentes oportunidades de negócios
e de estreitamento de relações.
Segundo relato do embaixador Ruy Nunes
Pinto Nogueira, diversos acordos nas
áreas de eficiência energética,
geração de energia eólica,
geração de energia solar
e de produção de biocombustíveis
foram fechados.
O encontro deste ano
foi o maior entre as 25 edições,
com 1.858 inscritos, dos quais 267
eram empresários germânicos
e Representantes do governo alemão.
Também se credenciaram 232
jornalistas. A 26ª edição
do Encontro Econômico Brasil-Alemanha
será realizada no mês
de agosto do ano que vem em Colônia,
na Alemanha.
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