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Impressão
digital deve receber aporte de R$ 60 milhões
A pesquisa, realizada com
916 gráficas, sendo 204 digitais
e 712 convencionais (que ainda não
possuem máquinas de produção
digital), revela que o mercado de impressão
digital no país está em franco
crescimento.
Dentre as gráficas
convencionais, 35% estão realizando
ou planejam realizar investimentos em seu
parque fabril entre os anos de 2007 e 2008.
O montante deve atingir R$ 190 milhões,
sendo que 9% (R$ 17 milhões) direcionados
à área de impressão
digital. Este valor, se somado aos investimentos
que as gráficas digitais pesquisadas
declararam para o mesmo período,
poderá superar a casa dos R$ 60 milhões.
Segundo o Departamento de
Estudos Econômicos da Abigraf (Decon),
a receita de vendas das empresas consultadas
do Grupo Empresarial de Impressão
Digital (GE-DIGI) cresceu 10,6% em 2006,
ante ao ano anterior. Para 2007, a expectativa
é que a receita tenha um incremento
de 15,3%. O nível de emprego no segmento
não subiu à mesma proporção
que a receita de vendas. Em 2006, as empresas
informaram ter havido aumento médio
no número de contratações
de 4,1% em relação ao ano
anterior. Para 2007, espera-se que o emprego
cresça 4,4%.
As empresas apontaram alguns
fatores que influenciarão positivamente
as atividades deste ano, em destaque as
novas tecnologias, o aumento da demanda
por impressão digital, as atividades
do GE-DIGI de fomento ao segmento, o aumento
de investimento em marketing de relacionamento
das empresas e a necessidade de impressão
em tiragens menores, além dos fatores
diretamente relacionados ao segmento. Algumas
empresas acreditam que o controle da inflação,
o maior desenvolvimento econômico
interno impulsionado por medidas governamentais
e o otimismo da economia mundial também
serão fatores positivos para o resultado
em 2007.
Os fatores negativos que
poderão influenciar as atividades
no período são: Lei Cidade
Limpa, que trará novos concorrentes
advindos do segmento de sinalização,
o excesso da concorrência, a deterioração
das margens de lucro e a falta de crédito
ao setor produtivo. Política econômica,
tributos elevados e dificuldade de alianças
políticas para aprovação
de projetos para o desenvolvimento foram
outros fatores citados que poderão
influenciar negativamente os resultados
das empresas de impressão digital
em 2007.
A Impressão digital
começou a tomar vulto na década
de 90. Em 1993, na feira internacional IPEX,
na Inglaterra, foram apresentados os primeiros
sistemas digitais de impressão em
policromia. Nos anos seguintes, nas edições
de 1995 e 2000 da Drupa – maior feira
do setor gráfico do planeta, realizada
a cada quatro anos em Düsseldorf, na
Alemanha – a nova tecnologia seria
a grande estrela.
A digitalização
do processo de pré-impressão
criou a possibilidade única de produção
dentro da rede, integrando todas as fases
da cadeia gráfica. A automação
do fluxo de trabalho foi expandida, objetivando
a inclusão dos sistemas de desenvolvimento
digital, desde a fase da pré-impressão
até a de acabamento.
Para o coordenador do GE-DIGI,
Flávio Medeiros, ainda há
desconhecimento, desconfiança e medo
em relação à impressão
digital. “Para implantar a tecnologia
digital em uma empresa é preciso
mais do que investimento em tecnologia.
É imprescindível promover
uma ruptura e criar novos conceitos de parceria
com fornecedores e clientes”, destaca.
O empresário ressalta,
ainda, que o produto gráfico digital
não é um concorrente do offset.
“A impressão digital complementa
e amplia as possibilidades do processo offset.
Saber usá-la é o desafio de
amor e ódio que tomou conta da indústria
gráfica. Além disso, mudança
é sinônimo de sobrevivência.
E hoje isso é uma obrigação
do dia-a-dia das empresas”.
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