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Venda de autopeças
aos árabes cresceram 16% até agosto
02-10-2008
As exportações brasileiras de autopeças
para os países árabes somaram US$ 60,7
milhões de janeiro a agosto, um aumento de 15,8%
em relação ao mesmo período do
ano passado. No total, as vendas externas do setor renderam
US$ 6,95 bilhões, um crescimento de 17,8%. Os
dados foram divulgados pelo Sindicato Nacional da Indústria
de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças).
Os principais países árabes importadores
das autopeças brasileiras foram os Emirados Árabes,
com US$ 29,8 milhões, um aumento de 24,4%; Egito,
com US$ 15 milhões, um crescimento de 71,9%;
e Arábia Saudita, US$ 5,3 milhões, 44,8%
a mais do que nos oito primeiros meses do ano passado.
No mercado árabe, o Brasil exportou para 19 países.
Já no total, os produtos brasileiros foram embarcados
para 169 países.
Os principais compradores até agosto foram Argentina,
com US$ 1,95 bilhão; Estados Unidos, com US$
1,27 bilhão; Alemanha, US$ 615 milhões;
México, US$ 549 milhões; e Venezuela,
US$ 274 milhões. Segundo estimativas do Sindipeças,
as exportações brasileiras do setor devem
fechar o ano em US$ 10,8 bilhões, ante US$ 9,13
bilhões no ano passado.
Apesar do aumento das vendas externas, as importações
do setor tiveram um crescimento maior ainda. De janeiro
a agosto, foram importados US$ 8,42 bilhões,
o que representou um aumento de 42,8% em relação
ao mesmo período do ano passado. “O dólar
enfraquecido proporcionou uma grande queda na balança
comercial brasileira”, afirmou o presidente do
Sindipeças, Paulo Butori.
A estimativa da entidade é de que a balança
comercial tenha um déficit de US$ 2,2 bilhões
até o final do ano, o que será um recorde.
“A balança comercial deficitária
é uma surpresa para nós, porque tivemos
superávit por anos e anos”, acrescentou
Butori. De acordo com ele, o principal motivo para o
aumento das importações é a valorização
do real frente ao dólar.
De janeiro a agosto, o Brasil importou autopeças
de 121 países, sendo Alemanha, Japão,
Estados Unidos, Argentina e França os principias.
Na lista, também há sete países
árabes, sendo Tunísia, Emirados Árabes
e Arábia Saudita os principais. O valor importado
pelo Brasil desse mercado foi de US$ 8,6 milhões
nos oito primeiros meses do ano, contra US$ 1 milhão
no mesmo período do ano passado.
Segundo o conselheiro do Sindipeças, Theophil
Jaggi, a entidade pretende trabalhar cada vez mais com
o mercado árabe. “A última edição
da feira de Dubai foi um sucesso”, disse ele,
que se referiu à Automechanika Middle East, realizada
em junho. “Cada vez mais empresa brasileiras têm
interesse de participar da feira”, acrescentou.
Estimativas
A previsão do Sindipeças é de
que o setor feche o ano com um faturamento de US$ 46,5
bilhões, o que vai representar um crescimento
de 29,3% em relação ao ano passado. A
produção de veículos deve ficar
em 3,5 milhões de unidades, 18% a mais do que
em 2007. Já os investimentos no setor devem ser
de US$ 1,6 bilhão, um crescimento de 18,5%.
De acordo com Butori, a crise financeira norte-americana
vai trazer impactos ao setor. “Os nossos maiores
investidores são do exterior”, disse. Para
que a indústria chegue a uma produção
anual de veículos de 4 milhões de unidades
em 2009, o presidente estima que serão necessários
investimentos de mais de US$ 2 bilhões. “Tudo
agora depende do que vai acontecer no mercado nos próximos
dias”, acrescentou ele, que se referiu à
crise. (Marina Sarruf - Agência de Notícias
Brasil-Árabe - www.anba.com.br)
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