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Shoppings
despertam apetite do capital estrangeiro
08-05-2008
Os shopping centers brasileiros estão se tornando
cada vez mais atrativos para os investidores estrangeiros.
De acordo com estimativas da Associação
Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), nos últimos
três anos o capital externo que chegou ao país
para ser aplicado no segmento alcançou R$ 7,5
bilhões. O dinheiro veio por meio da compra de
ações de ofertas iniciais (IPOs) e da
associação de estrangeiros a empresas
nacionais que atuam na área. O presidente da
Abrasce, Marcelo Carvalho, afirma que o interesse internacional
pelo segmento no Brasil se acentuou em 2006 e 2007.
Até 2005 eram apenas duas as companhias estrangeiras
que investiam em shopping centers do Brasil, afirma
Carvalho. De lá para cá chegaram mais
sete. Entre os grupos estrangeiros que hoje atuam nesta
área no Brasil estão o General Growth
Properties (GGP), grupo norte-americano que se juntou
à brasileira Nacional Iguatemi, controladora
e administradora de shoppings, a empresa imobiliária
canadense Cadillac Fairview, que adquiriu parte das
ações da Multiplan, e a norte-americana
Developers Diversified Realty, que se associou ao Sonae
Sierra. O grupo Sonae é português, mas
já tem longa atuação no Brasil.
Carvalho explica que as regiões do mundo com
maior participação em shoppings do Brasil
são Canadá, Estados Unidos e Europa, e
os que os investidores são principalmente os
grandes players mundiais. Segundo o presidente da Abrasce,
já foi levantado recurso árabe para investimento
no segmento no país, mas os valores ainda são
bastante pequenos. “Acredito que os players árabes
(do setor) estão muito envolvidos no desenvolvimento
da região deles e por isso ainda não olharam
para outras regiões do mundo”, afirma Carvalho.
Economia atrativa
O que tem chamado a atenção dos estrangeiros
para os grandes centros de compras do Brasil, segundo
o diretor de Relações com o Mercado da
Associação Brasileira de Lojistas de Shopping
(Alshop), Luis Augusto Idelfonso da Silva, é
o crescimento consistente do varejo de shoppings no
Brasil e a economia brasileira. “Balizada em alicerces
bons”, explica Silva. O aumento de renda da população
mais pobre, ocasionada, entre outros fatores, pelos
programas de distribuição de renda do
governo também colaborou para aumentar o consumo
e impulsionar o segmento de shoppings no Brasil, afirma
Silva.
Para Carvalho, da Abrasce, a vinda dos estrangeiros
é também resultado do momento do mercado
mundial. “Nos países desenvolvidos já
há uma saturação de mercado. Os
players, então, foram para o mundo e encontraram
no Brasil empreendimentos sofisticados e uma indústria
madura”, afirma. Ele lembra, assim como Silva,
que a macroeconomia nacional colaborou para o movimento.
“A estabilidade, o controle de gastos tornaram
o Brasil mais atrativo para os investidores”,
afirma Carvalho.
Setor gordo
Dados da Alshop mostram a abertura de 22 shopping centers
no Brasil apenas no ano passado. Eles passaram de 622
unidades para 644. Em função destes novos
empreendimentos, foram abertas 3.497 lojas de shoppings.
O faturamento nominal do segmento passou de US$ 60,3
bilhões, em 2006, para US$ 68,4 bilhões
no ano passado. A previsão da Alshop para 2008,
segundo Silva, é de que os shoppings faturem
US$ 74,7 bilhões. Ou seja, haverá um crescimento
de 9,2%. Ao final do ano passado, os shoppings do Brasil
empregavam 868 mil pessoas. (Isaura Daniel - Agência
de Notícias Brasil-Árabe - www.anba.com.br)
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