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Empresa usa frutas exóticas
para crescer no mundo dos cosméticos
14-08-2008
Nos poemas de João Cabral de Melo Neto ou nos
adereços de Carmen Miranda, as frutas brasileiras
singraram mundo afora e se tornaram conhecidas. E, agora,
é o mercado de cosméticos que aposta na
boa performance delas, como no caso da marca Brazilian
Fruit, de Mogi Mirim, interior de São Paulo,
que criou uma linha de produtos com várias espécies
da flora brasileira, entre elas o açaí,
a castanha do Pará, o maracujá, a pitanga
e o guaraná. “São produtos que reúnem
a qualidade das frutas na confecção de
cosmésticos e o conceito de brasilidade”,
afirma Veronika Rezzani, sócia-diretora da empresa.
O açaí, por exemplo, possui princípios
energéticos e sua concentração
de antocianina (pigmento que previne contra a degeneração
celular) é 33 vezes maior que a da uva. “É
um hidratante muito eficiente e também suaviza
a pele. Já a castanha-do-brasil é rica
em ácido oléico, vitaminas e proteínas.
Os produtos feitos com essa fruta são ideais
para evitar o envelhecimento e ressecamento da pele.
A pitanga, por sua vez, é um anti-séptico
e emoliente natural”, explica Veronika.
A Brazilian Fruit já exporta para Europa e Estados
Unidos e está estruturando as vendas para o Japão.
A intenção é que, este ano, as
exportações da empresas saltem de 50%
para 80% da produção. “O mercado
árabe é o próximo passo. Primeiro,
optamos por consolidar nossa presença nos principais
países da União Européia, como
Itália, França, Espanha para depois apresentar
os produtos aos árabes, o que deverá acontecer
em 2009”, diz Veronika.
Lançada em 2006, durante o principal evento
mundial do setor, a Feira Internacional de Perfumaria
e Cosmética, Cosmoprof, em Bolonha, na Itália,
a marca Brazilian Fruit nasceu direcionada para o mercado
externo. Rótulo, formulações foram
pensados para atender os importadores. A história
da empresária no setor de cosméticos,
no entanto, é mais antiga. Há dez anos
Veronika e o sócio Gustavo montaram a Gus e Vicki,
companhia que fabricava cosméticos para outras
empresas colocarem suas marcas. “Em 2005, surgiu
a idéia de ter uma marca própria, além
de produzir para outras empresas”, conta Veronika.
O passo seguinte foi um intenso trabalho de pesquisa
sobre que produto fabricar para que tipo de público.
Aos poucos a Brazilian Fruit tomou forma e ganhou fragâncias.
As frutas brasileiras, e não apenas as da Amazônia,
como já fazem outras empresas do setor, seriam
o principal artigo dos produtos da marca. E aí,
segundo Veronika, sucedeu-se um período de muito
trabalho com perfumistas, químicos, mas também
muitas boas surpresas. “Descobrimos frutas que
resultavam em produtos de alta performance que, por
exemplo, hidratam sem deixar a pele oleosa. Digo que
algumas das nossas manteigas podem hidratar, com segurança,
uma pessoa no meio do deserto”, conta a empresária.
Gosto do freguês
Produto pronto, adaptado às normas e exigências
internacionais e formulação e regulamentação,
Veronika fez as malas e foi para Europa vender. Na feira
de Bolonha, em 2006, a empresa chamou a atenção
com uma linha inovadora: de caipirinha sem álcool.
A bebida sinônimo do Brasil primeiro virou brilho
labial, depois creme hidratante, esfoliante, sabonete,
espuma de banho e chamou a atenção dos
compradores. “A receptividade foi fantástica,
saímos do evento com vendas fechadas para Portugal
e contatos de compradores de vários países”,
conta Veronika.
Para desenvolver o produto foram meses de pesquisa.
A composição da linha se baseia em extrato
de cana-de-açúcar e extrato de limão.
“Não leva álcool e proporciona uma
sensação de frescor, o que agrada tanto
homens como mulheres”, diz a empresária.
A ousadia transformou a linha de caipirinha no carro-chefe
da empresa.
A empresa, no entanto, não parou por aí,
continuou investindo e criando novas linhas. “Descobrimos
que frutas que tem mais aceitação em determinados
países. Os produtos com açaí, por
exemplo, são muito consumidos nos Estados Unidos
por conta de ser um produto da Amazônia. Já
na Índia, o que mais agradou aos consumidores
foi uma linha de cosméticos de pitanga”,
diz Veronika. Todos os produtos são testados
dermatologicamente e produzidos com uma grande concentração
de ativos naturais, sem óleo mineral e sem parabeno
(conservante). Um hidratante custa, em média,
no mercado europeu, 13 euros. A produção
também segue conceitos de responsabilidade ambiental
e social. "Compramos insumos de fornecedores preocupados
com a sustentabilidade", diz.
Para consolidar a marca, entre 2006 e 2008, a Brazilian
Fruit já participou de outras edições
da Cosmoprof na Itália e nos Estados Unidos e
eventos na Espanha. “Até a princesa Letizia
Ortiz (da Espanha) foi presenteada com os produtos da
Brazilian Fruit durante um evento de moda em Madri”,
conta Veronika. Atualmente, a marca é encontrada
em lojas e spas de Portugal, Espanha, França,
Inglaterra e Estados Unidos. Nestes dois últimos,
há também sites que comercializam os produtos.
“A intenção é, até
o final do ano, fechar parcerias na Holanda, Bélgica,
Luxemburgo e Japão”, diz. (Cláudia
M. Abreu - Agência de Notícias Brasil-Árabe
- www.anba.com.br)
Serviço:
Contatos
Tel.: + 55 19 3862 6111
www.brazilianfruit.com.br
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