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Indústria gráfica
continuará crescendo, apesar da crise, prevê
Abigraf
17-10-2008
A despeito da crise financeira internacional, estimativas
da Associação Brasileira da Indústria
Gráfica (Abigraf) indicam crescimento de 1,25%
para o setor nos próximos seis meses. No período,
o número de empregos deverá registrar
expansão de 4,1% e os investimentos, 33,7%. Em
contrapartida, as exportações de impressos
deverão recuar 2,1%, ante aumento de 39,4% das
importações. A balança comercial
setorial ao final do ano tem déficit estimado
de U$ 52,14 milhões, resultante de vendas externas
de US$ 190,77 milhões e compras de US$ 242,91
milhões.
Salientando que o resultado desfavorável do
comércio exterior deve-se muito mais ao câmbio
vigente até agora e à forte concorrência
de produtos chineses de papelaria, em especial envelopes
e cadernos, Alfried Plöger, presidente da Abigraf
Nacional, salienta que o setor é um termômetro
da economia. "Enquanto estiver aquecida a produção
de embalagens, impressos comerciais e promocionais,
documentos fiscais, cartões de crédito
e manuais de automóveis e de produtos eletroeletrônicos,
a economia estará indo bem. E, felizmente, a
indústria gráfica ainda não registra
queda de pedidos".
Nos últimos anos, o setor praticamente renovou
o seu parque de maquinas gráficas, tendo importado
bens de capital no valor de US$ 1,43 bilhão,
em 2007, ou 241% a mais do que os US$ 419,07 milhões
aplicados no ano anterior. Ao final de 2008, o crescimento
previsto é de 28,20% em comparação
com 2007. "Esse esforço de modernização
tem garantido a competitividade e resultados positivos,
como o aumento de 1,23% da produção, 3,4%
do número de gráficas e 3,7% do volume
de empregos, nos últimos 12 meses até
outubro de 2008", ressalta Alfried Plöger.
Para ele, o aumento da renda da população
ampliará a demanda por produtos gráficos,
via efeito multiplicador, principalmente fora dos grandes
centros urbanos. "Verifica-se, ainda, tendência
de maior crescimento do valor adicionado dos impressos
em relação aos volumes produzidos, devido
à procura por itens mais sofisticados".
Em 2007, o valor da produção da indústria
gráfica brasileira foi de R$ 22,33 bilhões
(US$ 12,9 bilhões). Sua participação
no PIB nacional foi de 1,02% e no da indústria
de transformação, 5,74%. O setor fechou
o último exercício com 19.550 gráficas
em operação, nas quais trabalhavam 197
mil pessoas.
Ao comemorar seus 200 anos desde a instalação
da Impressa Régia no Rio de Janeiro, em 1808,
a indústria gráfica brasileira ocupa o
oitavo lugar no ranking mundial do setor, à frente
de vários países da Organização
para Cooperação e Desenvolvimento Econômico
(OCDE), que congrega as nações mais ricas.
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