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Caixa corta juros para
ampliar participação no mercado
22-12-2008
A Caixa Econômica Federal promoverá uma
redução de suas taxas de juros, a partir
de janeiro de 2009, para ampliar suas operações
de crédito junto a pessoas físicas e as
empresas. Ao todo, o custo de 21 linhas de empréstimo
para pessoas físicas e jurídicas será
reduzido pelo banco, motivado pela redução
do custo de captação previsto para 2009.
“O bom desempenho da instituição
em 2008 nos motivou a reduzir significativamente as
taxas, principalmente para pessoa física”,
explicou a presidente do banco, Maria Fernanda Ramos
Coelho. “A estratégia é expansão,
crescimento, fortalecimento do crédito. É
a hora de a Caixa crescer e de ter uma atuação
mais efetiva no crédito no Brasil, tanto para
a pessoa física quanto para a pessoa jurídica”,
destacou.;
A meta inicial do banco era elevar em 30% suas operações
em carteira de crédito em 2008. Mas, segundo
divulgou a entidade, o aumento neste ano ficará
em torno de 40%. Com isso a Caixa decidiu promover uma
redução nas taxas do penhor, que passará
de 2,99% para 2,25% ao mês. A taxa mínima
mensal do cheque especial diminuiu de 1,47% para 1,37%;
e a máxima reduziu de 7,98% para 7,49% ao mês.
O consumidor que fizer um empréstimo de R$ 1
mil a ser pago no prazo de 24 meses pagaria, atualmente,
prestações de R$ 60,68 – considerando
a taxa mensal de consignado cobrada antes das medidas
anunciadas (2,99% a.m). Com a redução
dessa taxa para 2,50%, o valor das parcelas cai 5,63%,
ficando em R$ 57,60.
Algumas operações destinadas a pessoas
jurídicas reduzirão as taxas de juros
em proporções superiores a 12%. As taxas
do BNDES Automático e o Finame passaram de 6,7%
para 5,84% ao ano, na máxima, acrescidas de Taxa
de Juros de Longo Prazo. Já no CRED Frota, as
taxas foram de 1,36% para 1,28% (mínima) e de
1,93% para 1,85% (máxima). A redução
é de 5,88%.
Direcionado para compra de bens de consumo durável,
o BCD Investimentos reduziu as taxas maiores, de 4,07%
para 1,95%. E as menores, de 3,18% para 1,10% –
um ajuste que chega a 43,58%, com a inclusão
da taxa básica referencial dos juros. Na Conta
Garantida para Micro e Pequena Empresa, que funciona
como um cheque especial, as novas condições
apresentam uma alteração de taxa de juros
máxima de 3,10% para 2,60% ao mês.
A Caixa, segundo o o vice-presidente de atendimento
e distribuição, Carlos Borges, já
tinha, antes das medidas anunciadas, as menores taxas
do mercado. “Em novembro, uma pesquisa da Fundação
Procon-SP classificou pelo 11º mês consecutivo
a Caixa como a instituição financeira
com as menores taxas de juros do cheque especial para
pessoa física”, lembrou.
Borges acredita em um aumento de 24% nos empréstimos
para pessoa física e 35% para jurídica.
Um montante que resultará em R$ 91 bilhões
destinados a crédito em 2009.
Até o final de novembro recursos da ordem de
R$ 64 bilhões em crédito comercial já
haviam sido liberados, indicando um crescimento de 32%
em relação ao mesmo período do
ano passado. Os recursos dirigidos a pessoa física
somam R$ 30,6 bilhões. Um crescimento de 23%
em relação a 2007, que foi de R$ 24,9
bilhões. A meta, segundo a entidade, é
fechar o ano com R$ 33 bilhões em empréstimos.
O banco desembolsou também R$ 33,2 bilhões
em crédito para pessoa jurídica, 42,1%
a mais do que os resultados obtidos no ano passado.
A expectativa é alcançar a marca de R$
36 bilhões até o final de 2008. “O
mercado calcula crescer em 20% no crédito comercial
em 2009. Nossa proposição é subir
30%. Ou seja, 50% acima do mercado”, informou
Maria Fernanda Ramos Coelho. (Agência Brasil)
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