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Setor de cosméticos
é um dos que mais crescem no Brasil
25-07-2008
O setor de cosméticos e produtos de higiene
pessoal é um dos que mais crescem no País.
Em dez anos, o faturamento líquido da indústria
da beleza saltou de R$ 4,9 bilhões, em 1996,
para R$ 17,5 bilhões, em 2006.
No período, a taxa de crescimento médio
das empresas de cosméticos e produtos de higiene
pessoal foi de 10,9%, enquanto o PIB e a indústria
em geral cresceram, 2,8%, segundo dados do IBGE, Banco
Central e Associação Brasileira da Indústria
de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec).
Os motivos da ampliação desse mercado
são fáceis de compreender. Em primeiro
lugar, está o fato de o brasileiro ser considerado
um dos povos mais vaidosos do mundo e, portanto, muito
ligado aos cuidados com a imagem pessoal.
Em segundo, o ciclo virtuoso da economia nacional e
a melhor distribuição de renda no país,
verificados nos últimos anos, estão levando
mais pessoas ao consumo de xampus, cremes capilares
e faciais, desodorantes, escovas de dente, entre outros
produtos do setor.
Segundo dados do estudo Panorama do Setor de Higiene
Pessoal, Perfumaria e Cosméticos 2007 da Abihpec,
o setor é composto por 1.596 empresas, das quais
apenas 15 são de grande porte ou com faturamento
anual líquido acima de R$ 100 milhões.
Micro e pequenas empresas são maioria na indústria
de cosméticos e higiene pessoal.
Na balança comercial brasileira, o setor de
cosméticos e produtos de higiene pessoal obteve
crescimento acumulado de 165%, nas exportações
entre 2003 e 2007, segundo Abihpec. Nesse período,
as importações cresceram 145%. Desde 2002,
o setor vem demonstrando resultados superavitários.
Em 2007, o superávit foi de US$ 164 miilhões,
registrando queda de 15,6% em relação
a 2006, em decorrência do aumento das importações
e pela valorização do real.
Em 2004, o Brasil ocupava o sexto lugar no ranking
mundial do setor de cosméticos, quando era responsável
por 4,2% do consumo global. O país subiu para
a terceira posição, em 2006, com participação
de 6,7% no mercado mundial. O faturamento total dos
dez países e maiores consumidores dos produtos
do setor foi de US$ 177 bilhões, equivalendo
a 65% do consumo mundial, segundo a pesquisa Euromonitor
2006. (Agência Sebrae)
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