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Investimentos devem crescer
18% ao ano no Brasil até 2011
29-08-2008
Os investimentos públicos e privados em setores
dinâmicos da economia devem crescer 18% ao ano
entre 2008 e 2011. A projeção foi feita
pelo presidente do Banco de Desenvolvimento Econômico
e Social (BNDES), Luciano Coutinho, durante apresentação,
quinta-feira, na reunião do Conselho de Desenvolvimento
Econômico e Social, no Palácio do Planalto.
De acordo com Coutinho, o total de investimentos entre
2008 e 2011 deve chegar a R$ 2,367 trilhões.
Destes, R$ 1,511 trilhão já estão
mapeados de forma confiável. Para efeito de comparação,
foram apresentados os investimentos entre 2004 e 2007
que somaram R$ 1,554 trilhão.
Conforme as previsões, de 2008 a 2011, os investimentos
em indústria e serviços deverão
ser de R$ 627 bilhões, em infra-estrutura de
R$ 304 bilhões, na construção de
R$ 534 bilhões e na agropecuária de R$
45 bilhões.
Coutinho estimou que a taxa de investimentos alcance
21% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2010. “Vamos
chegar ao fim deste ano com pelo menos 18% de investimento
sobre o PIB [ soma de todas as riquezas produzidas no
país] e chegar a 21% em 2010”, disse o
presidente do BNDES. Coutinho espera até mesmo
ultrapassar essa marca.
Na apresentação, feita para uma platéia
formada por empresários dos mais variados setores,
ministros de Estado e parlamentares, o presidente do
BNDES mostrou a expectativa de crescimento para setores
de infra-estrutura e outros como veículos, alimentos,
têxtil e de saúde.
Segundo projeções do banco, o setor que
mais receberá investimentos será o de
petróleo e gás natural, que deve chegar
a R$ 269,7 bilhões no período de 2008
a 2011, conta R$ 147,2 bilhões no quadriênio
anterior. Isso, sem incluir o pré-sal. Em seguida,
vêm o de extrativismo mineral, com R$ 80 bilhões
de 2008 a 2011, diante de R$ 47 bilhões entre
2004 e 2007, e o siderurgia, que deve crescer 26% ao
ano entre 2008 e 2011.
No mesmo período, a indústria naval deve
chegar a investimentos de R$ R$ 36 bilhões, enquanto
entre 2004 e 2007 foram investidos apenas R$ 4,5 bilhões.
(Agência Brasil)
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