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Setor de seguros cresce
17% e fatura R$ 100 bilhões em 2008
31-12-2008
O balanço de 2008 do setor de seguros e resseguros
é positivo, avaliou o titular da Superintendência
de Seguros Privados (Susep), Armando Vergílio
dos Santos Júnior, em entrevista à Agência
Brasil. O faturamento do setor deve se aproximar dos
R$ 100 bilhões. E a marca deve ser superada em
2009, incluindo aí também o seguro saúde,
acredita Armando Vergílio. A Susep é o
órgão regulador e fiscalizador do mercado
de seguros e resseguros.
“Conseguimos superar as expectativas iniciais
com relação, principalmente, à
abertura do mercado de resseguro. É a prova cabal
de que a regulação feita por nós
no final do ano passado, e que começou a vigorar
em abril deste ano, foi adequada e conseguiu atrair
a atenção de vários investidores
internacionais”, disse Armando Vergílio.
O setor de resseguros encerrou 2008 com 41 resseguradoras
nas três modalidades (local, admitida e eventual).
Dessas, cinco são resseguradoras locais já
operando no país: IRB Brasil-Re, Munich Re, J.
Malucelli, Mapfre e XL. Além disso, Armando Vergílio
destacou a existência no mercado de cerca de 30
brokers (corretoras) de resseguro. “São
cerca de 70 a 80 novas empresas operando no setor de
resseguros aberto no Brasil”.
“Temos 16 resseguradores admitidos (estrangeiras
com escritório no país, mas operando a
partir do exterior) já cadastrados e autorizados
e 20 resseguradores eventuais. “Ou seja, já
são 41 resseguradoras operando nesse mercado,
com a perspectiva de, no curtíssimo prazo, ter
no mínimo até 15 novas empresas de resseguros”,
acrescentou.
Ele falou também sobre o IRB, que detinha o
monopólio do mercado ressegurador no Brasil.
A quebra do monopólio fez bem à empresa,
avaliou o superintendente da Susep. “O IRB tem
divulgado sucessivos lucros em seus balanços.
É o maior ressegurador nacional, tem capital
robusto e está passando por um processo de renovação
e de contextualização em relação
a essa nova realidade, que é o mercado concorrente.
O IRB tem muita credibilidade internacional e também
na sociedade brasileira, além de ter um bom corpo
técnico”.
De acordo com a Lei Complementar 126, que abriu o mercado
do resseguro, a preferência para os negócios
de resseguro será para as empresas locais. Durante
os próximos três anos, 60% de qualquer
cessão de resseguro que a seguradora tiver que
fazer tem que ofertar preferencialmente ao mercado de
resseguradoras locais. Essa é uma regra criada
para incentivar o surgimento de um mercado ressegurador
local, forte e concorrente, salientou Armando Vergílio.
Ele aposta que o setor segurador brasileiro deve continuar
em ritmo de crescimento em 2009, embora experimentando
alguma desaceleração devido à crise
externa. Em 2007, o setor de seguros nacional cresceu
17%. Para 2008, Vergílio prevê um aumento
entre 17% a 18%. "Para 2009, a perspectiva ainda
é boa, em que pese estarmos bastante vigilantes
em relação à questão da
crise financeira mundial”, diz. A previsão
é que haja ainda um crescimento positivo, embora
se reduza para 12% a 15%. (Agência Brasil)
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