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Ministério prevê
queda de 20% nas exportações em 2009
01-04-2009
As exportações brasileiras devem fechar
o ano em US$ 160 bilhões, afirmou hoje (1º)
o secretário de Comércio Exterior do Ministério
do Desenvolvimento, Indústria e Comércio
Exterior, Welber Barral.
Essa previsão é 20% menor que o desempenho
das exportações do ano passado, que totalizaram
US$ 197,9 bilhões. Se a estimativa se concretizar,
essa será a primeira queda desde 1999, quando
as vendas externas caíram 6,1% em relação
ao ano anterior.
Para Barral, o recuo nas exportações
é justificado pela crise internacional. Ele,
no entanto, disse que as perspectivas para o Brasil
são mais otimistas que em relação
a outros países. “As vendas externas brasileiras
recuarão menos que em outros países porque
temos menos problemas de crédito”, afirmou.
De acordo com o ministério, a retração
nas vendas externas brasileiras entre janeiro e março
só é maior que a da Índia, cujas
exportações caíram 18,9% no mesmo
período. Outros países emergentes registraram
quedas ainda mais intensas. O recuo, ressaltou Barral,
chegou a 43% na Rússia, 31,5% no México,
30,4% na Argentina e 21,1% na China.
Diferentemente do ano passado, o governo desistiu de
fixar uma meta para as exportações. “Os
US$ 160 bilhões são apenas uma previsão.
Meta é algo a mais. De fato, esperamos um esforço
do governo e do setor privado para que as vendas externas
superem a estimativa, mas isso vai depender não
só do governo brasileiro, mas da crise que existe
lá fora”, explicou o secretário.
A estimativa do ministério é superior
às projeções do Banco Central,
que aponta exportações de US$ 158 bilhões
neste ano e importações de US$ 141 bilhões.
Essas projeções resultariam num superávit
comercial de US$ 17 bilhões em 2009. O Ministério
do Desenvolvimento não divulgou previsões
de compras do exterior.
Apesar da redução nas exportações,
o superávit da balança comercial fechou
o primeiro trimestre de 2009 em alta. Segundo números
divulgados mais cedo pelo ministério, o superávit
da balança comercial atingiu US$ 3,01 bilhões
de janeiro a março, alta de 9,1% na comparação
com os três primeiros meses do ano passado. Somente
em março, o saldo positivo foi de US$ 1,77 bilhão.
De acordo com o ministério, o crescimento no
superávit ocorreu porque as importações
caíram mais que as exportações.
De janeiro a março, as exportações
caíram 19,4%, enquanto as importações
caíram 21,6%. (Agência Brasil)
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