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Cooperativas prevêem
exportar 20% aos árabes em 2009
01-06-2009
O bom desempenho dos países árabes como
importadores levou a Organização das Cooperativas
Brasileiras (OCB) a estimar que até o final do
ano eles sejam destino de 20% de tudo o que as cooperativas
embarcarem para o exterior. Hoje o mercado árabe
compra 16,3% do total exportado por essas empresas.
Até o ano passado, compravam apenas 13,8%. “Ganhamos
pontos percentuais desse mercado num período
de retração geral do agronegócio
no comércio mundial. Por isso acreditamos ser
perfeitamente possível atingir a meta”,
diz Marcos Mattos, assessor técnico da gerência
de mercados da OCB.
No primeiro trimestre de 2009, as cooperativas brasileiras
exportaram US$ 108 milhões para os países
árabes, contra os US$ 105 milhões de janeiro
a março de 2008, crescimento de 2,51%. Os dados
são de um estudo de mercado da OCB divulgado
a cada três meses.
De acordo com o estudo, São Paulo responde por
71,5% do total exportado pelas cooperativas brasileiras.
De janeiro a março de 2009, o estado exportou
US$ 77 milhões ao mundo árabe. O principal
destino foi a Arábia Saudita, que importou US$
58,5 milhões nos primeiros três meses de
2009, contra US$ 21,8 milhões no mesmo período
de 2008, um crescimento de 168%.
Em volume o crescimento foi menor, de 125,5%, porém
não menos significativo. Passou de 84,75 milhões
de toneladas no primeiro trimestre de 2008 para 191
milhões de toneladas no mesmo período
deste ano. O principal produto exportado pelas cooperativas
paulistas aos sauditas foi o açúcar. Sucos,
carnes e aves aparecem na pauta, mas com participação
de apenas US$ 177 mil.
“O bloco todo registrou crescimento. O aumento
de consumo e da renda interna foram responsáveis
pelo crescimento. Mesmo com a crise o mercado árabe
acabou se consolidando com novas e crescentes participações
na pauta das exportações das cooperativas”,
afirma Mattos. “Os países da Liga Árabe
são grandes consumidores de carnes de aves e
bovinos”, acrescenta.
Os embarques de açúcar das cooperativas
brasileiras para os países da Liga Árabe
registraram crescimento de 129% no primeiro trimestre
de 2009. Saltaram de US$ 37,3 milhões registrados
no ano passado para US$ 85,3 milhões neste ano.
Em volume o crescimento foi de 86,4%. Foram exportadas
272 milhões de toneladas, contra 146 milhões
de toneladas no ano passado.
As exportações para os Emirados Árabes,
segundo maior mercado das cooperativas brasileiras na
região, cresceram 232%, de US$ 7,33 milhões
em 2008 para US$ 24,3 milhões em 2009. Os açúcares
foram responsáveis por US$ 20,3 milhões.
Já produtos como carne de frango, que chegaram
a US$ 7,3 milhões em exportações
no primeiro trimestre de 2008, tiveram queda de US$
3 milhões no mesmo período em 2009. Percentualmente
a retração foi de 58,5%.
Em terceiro lugar ficou a Argélia, que importou
US$ 8,5 milhões das cooperativas, a maior parte
em leite integral em pó. Apesar da boa colocação,
o país registrou queda de 62% em relação
ao mesmo período do ano passado, quando importou
US$ 14,4 milhões em trigo. “Esse ano ainda
não exportamos trigo para a Argélia. É
uma cultura instável e nessa safra tivemos problemas
com falta de oferta para exportar”, explicou Mattos.
Segundo ele, os três maiores importadores árabes
representam 85% das exportações das cooperativas
brasileiras para a região.
Em 2008, as cooperativas de São Paulo, Paraná,
Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul exportaram
US$ 103,45 milhões e respondem por 96% do total
exportado pelas cooperativas brasileiras ao mundo árabe.
“A expectativa geral das cooperativas é
manter os valores alcançados em 2008, ou seja,
um total de US$ 4 bilhões [em exportações
totais]. Quanto aos produtos, espera-se manutenção
do ritmo forte registrado pela soja, seguida pelo açúcar,
também com recuperação das carnes”,
disse Mattos. (Geovana Pagel - Agência de Notícias
Brasil-Árabe - www.anba.com.br
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