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Cosméticos de
caipirinha fazem sucesso na Europa
02-01-2009
Uma das bebidas mais características do Brasil,
a caipirinha virou coqueluche na Europa nos últimos
anos, nos bares e pubs de países como Alemanha,
França, Espanha e Portugal. O drinque já
mereceu até mesmo citação em filme
do cineasta americano Woody Allen. Na cidade de Mogi
Mirim, em São Paulo, a marca Brazilian Fruit
transformou o sabor tão celebrado da caipirinha
em uma inovadora linha de produtos com hidratante, gel
esfoliante e espuma de banho.
Além da caipirinha, a empresa Gus & Vicki,
proprietária da marca Brazilian Fruit, exporta
uma série de cosméticos baseados na rica
flora brasileira. Frutas típicas do país
dão o colorido e o odor de uma linha de produtos
que há dois anos conquista consumidores de vários
países. Creme hidratante de açaí,
sabonete de pitanga, manteiga hidratante de castanha-do-pará,
sabonete em barra de cupuaçu, espuma de banho
de guaraná e maracujá e gloss de banana
compõem a variada lista dos cosméticos
tropicais da Brazilian Fruit.
A Gus & Vicki surgiu há dez anos, conforme
lembra a empresária Veronika Rezzani, sócia
da empresa com o marido, Gustavo Rezzani. No começo
a Gus & Vicki apenas fabricava produtos para outras
empresas. Entre seus compradores está até
uma multinacional americana. “O cliente vem até
nós, diz que tipo de produto deseja e produzimos,
de acordo com as suas necessidades”, conta Veronika.
Em 2005, Veronika e Gustavo também decidiram
investir na criação de uma marca própria.
“A idéia era trazer a brasilidade aos nossos
cosméticos, tendo as frutas brasileiras como
principal artigo, e competir no mercado externo com
produtos adequados às normas internacionais”,
lembra Veronika Rezzani.
No ano seguinte, a marca foi lançada na Cosmoprof,
uma feira na cidade italiana de Bolonha, e superou as
expectativas dos fabricantes. “A receptividade
foi fantástica e, pouco depois do evento, já
estávamos exportando para Portugal”, recorda
a empresária paulista.
A Gus & Vicki também já vendeu seus
produtos para países como Holanda, Bélgica,
Luxemburgo, Índia, Estados Unidos, Espanha e
França. Em um evento de lançamento da
marca, em Barcelona, a renda com a venda de produtos
atingiu o valor de seis mil euros e foi revertida para
uma instituição que trabalha com crianças
carentes na cidade mineira de Jesuânia.
Veronika ressalta que a responsabilidade social e ambiental
constitui um dos elementos mais importantes na atividade
da Gus & Vicki. Segundo ela, a empresa só
compra insumos de fornecedores preocupados com a sustentabilidade.
A empresária também informa que em sua
empresa, na medida do possível, tudo é
reciclado. Materiais que sobram, principalmente plásticos,
são doados para cooperativas de catadores.
Outra estratégia adotada na Vicki & Gus
é o tratamento dos resíduos da produção
para evitar a contaminação de lençóis
freáticos nas proximidades da fábrica.
Ativos naturais
Segundo Veronika, exportar não é nada
fácil para uma empresa de pequeno porte. Ela
explica que constitui uma tarefa árdua se adaptar
às exigências da legislação
para registrar os cosméticos e aos perfis dos
consumidores de outros países. “Nossos
produtos são elaborados levando em conta normas
e exigências internacionais de formulação
e regulamentação”, conta. Ela frisa
que esses produtos são dermatologicamente testados
e possuem altas concentrações de ativos
naturais.
Além disso, a empresária de Mogi Mirim
informa que os rótulos da Brazilian Fruit trazem
textos em inglês, francês, espanhol e italiano,
com até dois idiomas por embalagem.
Veronika diz que para cada país com o qual trabalha
a linha de produtos vendida explora uma determinada
fruta. Nos Estados Unidos, por exemplo, a Brazilian
Fruit vende cosméticos de açaí,
devido ao crescimento do consumo pelos norte-americanos
de produtos derivados da fruta amazônica. Já
na Índia, o que agradou os consumidores, conforme
conta Veronika, foi a linha de cosméticos de
pitanga.
Caipirinha sem álcool
Ao falar sobre o carro-chefe da Brazilian Fruit, a
sócia da Gus & Vicki lembra do difícil
processo, com inúmeros testes, para criação
da linha de cosméticos de caipirinha. Veronika
criou o conceito da linha enquanto o odor foi concebido
pela perfumista Elizabeth Maia.
A composição da linha de caipirinha se
baseia em extrato de cana-de-açúcar e
extrato de limão. Os produtos não levam
álcool em sua fórmula. “Quando as
pessoas passam na pele, têm uma sensação
de frescor, e essa linha é unissex. Como a maioria
dos nossos produtos, pode ser usada por homens e mulheres”,
observa a empresária.
Ao falar da originalidade de seus produtos, Veronika
aproveita para elogiar o trabalho de toda a indústria
brasileira de cosméticos. "Há muita
gente séria exportando, preocupada com a sustentabilidade,
e oferecendo artigos com diferencial. O Brasil é
muito bom nessa área", afirma. (Agência
Sebrae)
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