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Ministro prevê
aumento de 10% na produção de trigo neste
ano
03-04-2009
O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, acredita
que a produção brasileira de trigo cresça
10% este ano, podendo suprir 60% da demanda interna.
No lançamento oficial do plantio de trigo no
Paraná, maior produtor nacional do cereal, ele
ressaltou o estímulo dado pelo governo federal
ao cultivo variedade de melhor qualidade do produto.
“O preço mínimo já foi estabelecido
e, inclusive, introduzimos uma inovação,
que é estabelecer um valor maior para o trigo
de melhor qualidade, ou seja, estamos induzindo a se
produzir um trigo melhor”, afirmou.
O Conselho Monetário Nacional (CMN) decidiu,
no dia 26 de março, reajustar de forma distinta
o trigo melhorador, considerado de melhor qualidade,
usado na fabricação de pães, e
o brando, de qualidade inferior. O preço mínimo
dos dois tipos, que era de R$ 480 a tonelada, subiram,
respectivamente, 15,63% e 10,42%, passando para R$ 530
e R$ 555 a tonelada.
Na última safra, o país produziu 6 milhões
de toneladas de trigo, ante um consumo interno de 10,86
milhões de toneladas. O estado do Paraná
é responsável por 53% da produção
nacional.
Segundo o secretário de Agricultura do estado,
Valter Bianchinni, o governo estadual, em parceria com
o Banco do Brasil, garante que não faltará
recursos para os triticultores e a espectativa é
de aumento de 5% na área plantada.
“Se o clima ajudar, o Paraná terá
uma safra tão boa quanto à do ano passado,
de 3,2 milhões de toneladas, ou até um
pouco mais, 3,5 milhões de toneladas, em função
do crescimento de área”, afirmou Bianchinni,
à Agência Brasil. Ele informou que, como
no Paraná predomina o cultivo de trigo melhorador,
a diferenciação dos reajustes dos preços
mínimos beneficia os produtores paranaenses.
Em 2007, a colheita de trigo foi de 4,1 milhões
de toneladas. Apesar de baixa, já tinha tido
um grande crescimento em relação ao ano
anterior, quando foi de 2,3 milhões de toneladas.
A necessidade brasileira de produzir mais trigo aumentou
principalmente depois que a Argentina, principal fornecedora
do produto, sofreu forte redução em sua
produção. Por isso, o governo argentino
adotou medidas para frear as exportações
e garantir o abastecimento interno.
Mesmo com o aumento da produção brasileira,
o país deve ter que importar mais de 4 milhões
de toneladas este ano, volume que não será
totalmente suprido pela Argentina, que deve exportar,
ao todo, 3,4 milhões de toneladas, sendo aproximadamente
2 milhões para o Brasil. Com isso, os moinhos
já reivindicam que o governo reduza a Tarifa
Externa Comum (TEC), que é de 10% para os países
de fora do Mercosul.
De acordo com Stephanes, isso deve ser feito no momento
e quantidade certos para que o trigo importado não
cause redução do preço pago aos
triticultores brasileiros. Para isso, a TEC deve ser
liberada somente quando os estoques estiverem próximos
de acabar e num volume que abasteça o mercado
até não muito além da próxima
colheita.
“Eu não aceito que seja discutida a redução
dessa tarifa no Ministério do Desenvolvimento,
Indústria e Comércio Exterio”, afirmou
o ministro em seu discurso. (Agência Brasil)
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