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Setor de material de
construção cresceu 4,5% em abril
07-05-2009
Após acumular queda de 12% nos dois primeiros
meses do ano, na comparação com o mesmo
período de 2008, o varejo de material de construção
obteve uma recuperação no mês de
março, com crescimento de 1,5% sobre março
de 2008. Os dados são da Anamaco (Associação
Nacional dos Comerciantes de Material de Construção),
entidade que representa as 138 mil lojas de material
de construção existentes no país.
“Sem dúvida, este número só
não foi maior porque os consumidores estavam
na expectativa do eventual anúncio sobre redução
dos impostos (IPI), que vinha sendo noticiado constantemente
e que acabou acontecendo no dia 30 de março”,
declara Cláudio Conz, presidente da Anamaco.
“Este represamento fez crescer nossas vendas dos
produtos incluídos no pacote de desoneração
em 25% durante o mês de abril, forçado
pelos consumidores que estavam adiando suas compras,
mas também influenciando aqueles que pretendem
reformar, já que a medida, inicialmente, vale
para abril, maio e junho”, completa.
Segundo o presidente da Anamaco, o mês de abril
foi muito prejudicado pelo excesso de feriados. “No
entanto, a queda nos preços dos produtos desonerados
e o aumento de vendas destes mesmos materiais ocasionou
um crescimento total das vendas reais de 4,5%”,
explica Conz. “Como maio não terá
a influência destes feriados, é de se esperar
um crescimento perto de 8 % comparativo com o mesmo
período de 2008, pois quando analisamos dias
úteis, no mês de abril estávamos
crescendo a esta média”, declara.
Os dados da Anamaco demonstram que os primeiros quatro
meses do ano ainda não conseguiram recuperar
as perdas do primeiro bimestre de 2009. “No acumulado
do ano, estamos com um resultado próximo de zero,
o que podemos considerar muito bom, pois viemos de um
crescimento em 2008 de 9,5%”, diz Conz. “Acreditamos
que manteremos de maio a novembro uma média de
crescimento de 8%, sempre comparando com o mesmo período
de 2008, projetando um crescimento total para 2009 sobre
2008 de 5,5%”, explica.
Conz ainda lembra que diversas matérias primas
tiveram forte queda em seus preços, caso típico
do fio de cobre usado em iluminação e
energia, cujo preço, somente neste ano, teve
queda de 35%. “Somado a isso, tivemos as desonerações
muito importantes no cimento, tintas, louças,
metais e cerâmicas, que tem peso expressivo no
faturamento do comércio. Crescer 5,5% após
um crescimento de 9,5% em 2008, com estas considerações,
pode ser considerado um ano de muito sucesso”,
finaliza.
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