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Constran planeja construir
duas hidrelétricas e uma usina de etanol em Gana
08-06-2009
“O Brasil estava dormindo”, comentou o
embaixador de Gana no país, Samuel Kofi Dadey,
sobre a antiga lentidão das empresas brasileiras
em se aproximar e prospectar negócios no continente
africano. O sono brasileiro custou, por exemplo, perder
para os chineses a prioridade que o país tinha
na construção de uma usina hidrelétrica
que agora está em obra.
Despertos, os empresários brasileiros estão
visitando Gana, Senegal, Nigéria e Guiné
Equatorial para fazer negócios e dar prosseguimento
a parcerias. Esse é o caso da construtora Constran,
a quinta maior empreiteira brasileira, que se prepara
para construir duas hidrelétricas (Juale e Pwalugu)
e uma usina de etanol. Os três empreendimentos
juntos vão custar mais de US$ 850 milhões
e vão gerar cerca de 175 megawatts de eletricidade
para Gana; além de mais de 5 mil empregos diretos
e indiretos (10% de brasileiros).
As obras terão financiamento do Banco Nacional
de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
A expectativa é de que a aprovação
dos financiamentos comece a sair neste ano.
A usina de etanol, que levará 30 meses para
ser construída, já tem comprador da sua
produção para os próximos dez anos:
a empresa sueca Sekab, a maior importadora de etanol
da Europa e que usa o combustível para abastecer
o transporte coletivo local. As informações
são de Fábio Pavan, diretor de desenvolvimento
negócios da Constran.
Segundo Pavan, “Gana tem a melhor porta de entrada
da África”, por causa da estabilidade política,
da estabilidade econômica, da definição
jurídica e dos “marcos legais”, além
do “baixo nível de corrupção”.
(Agência Brasil)
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