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Usina brasileira começa
a produzir etanol no Sudão
09-06-2009
A primeira usina de etanol instalada no Sudão,
que será inaugurada oficialmente nesta quarta-feira
(10), é brasileira. Com capacidade para produzir
200 mil litros de etanol de cana-de-açúcar
por dia, a usina foi projetada e fabricada pela Dedini,
indústria de máquinas e equipamentos para
o setor sucroalcooleiro com sede no estado de São
Paulo. O negócio foi fechado há dois anos
e a usina foi transportada para o país árabe
em duas viagens de navio e alguns embarques aéreos.
O diretor presidente da Dedini, Sérgio Leme,
afirma que esse será um cartão de visitas
para a empresa no Sudão e na África. “É
a nossa primeira fábrica na região e acreditamos
que o sucesso dessa implantação irá
abrir portas no continente”, disse ele em nota
divulgada pela assessoria de imprensa da companhia.
De acordo com Leme, a Dedini já tem alguns projetos
semelhantes em estudo na África.
A usina está funcionando desde o começo
de maio. Com destilaria, fermentação e
desidratadora, foi comprada pela sudanesa Kenana Sugar
Company, empresa que também dá nome à
cidade onde a unidade se encontra e que tem forte atuação
no mercado de açúcar no país africano.
Segundo Leme, a usina tem possibilidade para duplicar
sua produção, fato que já está
sendo analisado pela Kenana, que tem planos de expandir
ainda mais a planta. O gerente de projetos da Dedini,
Gilberto Soares, vai representar a indústria
na inauguração oficial. O secretário-geral
da Câmara de Comércio Árabe Brasileira,
Michel Alaby, também vai participar.
O embaixador do Sudão no Brasil, Omer Salih
Abubakr, disse à ANBA que a instalação
da usina é apenas o começo. “Esperamos
ter novas fábricas no Sudão com tecnologia
brasileira”, afirmou. Segundo o embaixador, essa
inauguração abre oportunidades para que
novas empresas brasileiras invistam no Sudão.
"O país teve um bom suporte e apoio do governo
brasileiro para conseguir formar essa parceria com a
Dedini. Esperamos agora formar novas parcerias e joint-ventures
com empresas brasileiras", disse.
“Investir no Sudão é negócio
garantido porque é um país com muito potencial,
cheio de recursos naturais, terras para agricultura
e para criação de animais”, destacou.
De acordo com Alaby, o negócio entre a Dedini
e a Kenana é mais um exemplo da crescente aproximação
entre o Brasil e o mercado árabe.
A Dedini é líder mundial no mercado sucroalcooleiro.
Fabricante de máquinas e equipamentos sob encomenda,
ela atende clientes em mais de 25 países. Com
seis parques industriais e 10 fábricas instaladas,
a empresa tem unidades nas cidades de Piracicaba, Sertãozinho,
Recife e Maceió.
A indústria fornece peças, equipamentos,
plantas e unidades para diversos segmentos de mercado:
açúcar e etanol, alimentos, sucos e bebidas,
biodiesel, cervejarias, cimento, energia e co-geração,
fertilizantes, hidrogeração, mineração,
metalurgia, petróleo, gás, petroquímica,
química e siderurgia. (Geovana Pagel, com Marina
Sarruf - Agência de Notícias Brasil-Árabe
- www.anba.com.br)
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