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Exportações
de carne bovina in natura mostram recuperação
09-07-2009
As exportações de carne bovina in natura
começam a dar sinais de recuperação.
Dados da Associação Brasileira das Indústrias
Exportadoras de Carne (Abiec) mostram que, em junho,
o país exportou 132 mil toneladas, volume 9%
maior do que o comercializado no mesmo mês de
2008. A queda da receita cambial com as vendas também
vem diminuindo em relação ao ano passado.
No primeiro trimestre ela chegou a 34%, caindo para
29% no semestre e 14%, considerando apenas o mês
de junho.
As vendas de carne bovina in natura para o exterior
no mês passado contribuíram para a balança
comercial com US$ 289 milhões, enquanto o acumulado
do semestre ficou em US$ 1,36 bilhão. O diretor
executivo da Abiec, Otávio Cançado, disse,
por meio de nota, que o pior da crise já passou
e que a oferta de créditos para exportação
volta ao normal, assim como os mercados também
estão se reaquecendo.
“Houve uma retração mundial na
economia. Por isso, houve um reflexo no desempenho das
exportações de carne brasileira. O Brasil
é o maior exportador de carne do mundo e tem
condições de se manter na liderança:
basta a economia mundial voltar ao patamar em que estava
antes de setembro de 2008”, disse Cançado.
A Abiec também ressaltou que, no auge da crise,
o dólar chegou a R$ 2,50 e hoje se encontra cotado
em R$ 1,99, além do preço médio
da carne ter caído em torno de 14%.
O maior comprador da carne bovina in natura brasileira
continua sendo a Rússia, que adquiriu, de janeiro
a junho, 237 mil toneladas, gerando uma receita de US$
410 milhões para o país. A cidade de Hong
Kong, região administrativa especial da China,
aparece em segundo lugar, seguida por Egito e Argélia.
O mercado chileno é uma das esperanças
para maior expansão das exportações
no segundo semestre. Depois de embargar a carne brasileira
em outubro de 2005, apenas em abril deste ano, alguns
frigoríficos brasileiros foram reabilitados para
vender àquele país. A Abiec, entretanto,
considera que o comércio entre os dois países
ainda está muito aquém do que era praticado
antes do embargo.
Para tentar agilizar a retomada dessas exportações,
representantes da Abiec realizarão, realizam
desde quarta-feira (8) reuniões em Santiago do
Chile, com a participação de empresários,
secretários de estado, proprietários de
restaurantes, críticos gastronômicos e
repórteres. (Agência Brasil)
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