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Brasil quer ter mais
5,2 mil pequenas exportadoras
10-07-2009
Fortaleza - O Brasil pretende introduzir 5.200 micro
e pequenas empresas (MPEs) no comércio internacional
até 2010, informou à Agência Lusa
uma fonte do departamento estatal responsável
pelo apoio a este segmento empresarial.
“A meta é ampliar o número de indústrias
do segmento que representam 2,4% do total exportado
pelo país”, disse Marta Campêlo,
consultora de comércio exterior do Serviço
Brasileiro de Apoio às Micro Pequenas Empresas
(Sebrae) no Ceará. Das três milhões
de companhias exportadoras do Brasil, menos de 13 mil
são micro e pequenas empresas, segundo o Sebrae,
que está desenvolvendo programa para o setor.
Um estudo encomendado pela entidade à Fundação
Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex)
revela que as regiões Sul e Sudeste do Brasil
concentram 95% das MPEs exportadoras, com 82% do valor
comercializado. São Paulo lidera com 47%, seguido
por Rio Grande do Sul (16,2%) e Minas Gerais (8,6%).
No Nordeste, Ceará e Bahia aparecem com 1,4%
e 1,2%, respectivamente, de acordo com o estudo, apoiado
em dados de 1998 a 2006, enquanto na região Norte,
o Pará responde por 1,9% do total.
A ideia do Programa de Internacionalização
das Micro e Pequenas Empresas, já desenvolvido
nos estados do Rio e Janeiro e Espírito Santo
e que agora chega ao Ceará, é ampliar
a participação do segmento no mercado
externo “de forma sustentável”.
“Ao estimular o ingresso no mercado internacional,
também tornamos as empresas mais competitivas
no mercado interno”, afirmou Campêlo.
Conduzido em parceria com entidades de comércio
exterior, o programa prevê cursos, consultorias
de comércio exterior e tecnológica, prospecção
de mercados na África, Estados Unidos e Europa,
além de facilitar a participação
das empresas em missões, feiras e rodadas de
negócios.
“O nosso objetivo maior é atingir países
de língua portuguesa”, disse Campêlo,
também gerente local do programa, ao adiantar
que a expectativa é capacitar 90 micro e pequenas
empresas no Ceará.
Nesse estado, as ações incluem os setores
de artesanato, confeções, móveis,
gráfico e embalagens, cosméticos, petróleo
e gás, piscicultura, apicultura, com expectativa
de aumentar em 10% a participação no comércio
internacional. “Esse índice está
dentro da meta do governo federal de ampliar a base
das empresas exportadoras brasileiras”, assinalou
Campêlo. (Agência Lusa)
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