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Vendas do agronegócio
aos Árabes foram as que mais cresceram em maio
12-06-2009
O Oriente Médio foi o mercado que mais aumentou
as importações do agronegócio brasileiro
em maio. Os embarques para lá renderam US$ 457
milhões, um aumento de 28,8% em comparação
com o mesmo mês do ano passado, de acordo com
números divulgados pelo Ministério da
Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
Ficam na região três dos 20 países
para onde as vendas mais aumentaram em maio: Arábia
Saudita, que importou o equivalente a US$ 131,8 milhões,
um acréscimo de 60,5% em relação
ao mesmo mês de 2008; Emirados Árabes Unidos,
com US$ 92,3 milhões, 78,6% a mais; e Irã,
com US$ 84 milhões, um crescimento de 122%.
Além do Oriente Médio, os embarques só
cresceram para a África (2%) e Ásia (2%),
uma vez que no total as exportações do
agronegócio brasileiro caíram 20,5% em
maio e ficaram em pouco mais de US$ 6 bilhões.
Houve queda nas vendas para destinos tradicionais como
Estados Unidos, Europa e América Latina.
Entre os principais produtos exportados pelo Brasil
o destaque em maio ficou com o açúcar.
Os embarques do ramo sucroalcooleiro renderam US$ 769
milhões, um aumento de quase 30% sobre o mesmo
mês do ano passado. O crescimento não foi
só da receita, mas também do volume exportado.
Segundo informações do Mapa, o setor
foi favorecido pela quebra de safra na Índia,
que também é grande produtora de açúcar,
o que resultou na diminuição da oferta
no mercado internacional e no aumento do preço
do produto. Também aumentaram as vendas de fumo
e derivados (44,1%) e sucos de frutas (10%).
Houve, no entanto, redução dos embarques
dos produtos do complexo soja (-15,6%), carnes (-31,5%),
produtos florestais (-53,8%), café (-8,1%) e
couros e derivados (-45,6%). De acordo com o Mapa, o
resultado do café está sendo influenciado
pela bienalidade da cultura, que alterna um ano de safra
maior com outro de safra menor, e o período é
justamente de colheita mais modesta. Os outros produtos
foram bastante afetados pela redução de
preços em função do arrefecimento
da demanda internacional.
Esse quadro vem se repetindo ao longo do ano. De janeiro
a maio, os mercados que mais cresceram foram Ásia
(13,2%), Oriente Médio (11,4%) e África
(10,7%), sendo que as exportações totais
caíram 11,5% em comparação com
o mesmo período do ano passado e ficaram em US$
24,1 bilhões.
Na seara dos produtos, houve crescimento das vendas
do complexo soja (1%), açúcar e álcool
(27,9%), fumo e derivados (17%), animais vivos (24,4%),
mel (122,3%) e hortaliças (64,8%). As exportações
de sucos tiveram uma queda de 13,2% no período.
Suco de laranja
Na área de sucos, o produto mais exportado pelo
Brasil é de longe o suco de laranja, já
que o país domina 80% do comércio mundial.
Nos cinco primeiros meses do ano a receita com os embarques
diminuiu, embora tenha ocorrido um ligeiro aumento na
quantidade exportada.
Segundo o presidente da recém-criada Associação
Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos,
Christian Lohbauer, o desempenho resulta de um conjunto
de fatores, como a redução do consumo
mundial de suco de laranja causada pela concorrência
de outras bebidas, os níveis históricos
dos estoques nos principais países importadores
e a boa produção na Flórida, que
não foi atingida recentemente por fenômenos
climáticos que volta e meia afetam a safra no
estado norte-americano.
Lohbauer destacou que a diminuição do
preço já ocorre há alguns anos.
A cotação do suco de laranja, que é
uma commodity, caiu 50% no mercado internacional nos
últimos dois anos. Os principais mercados são
a Europa, os Estados Unidos e o Japão e, dentro
desse cenário, de acordo com ele, haverá
necessidade de busca por destinos alternativos no médio
prazo. É necessário equacionar, porém,
a questão do preço, ainda considerado
alto para países em desenvolvimento.
Na seara das carnes, Lohbauer, que faz pouco tempo
era diretor-executivo da Associação Brasileira
dos Produtores e Exportadores de Frangos (Abef), disse
que as exportações de frango estão
sendo as menos afetadas pela crise financeira, e o setor
espera para o ano um desempenho entre a estabilidade
e um crescimento de 5%.
Já o ramo de carne bovina tem sofrido mais por
conta de questões internas ao Brasil e à
falta de acesso a mercados importantes para carne fresca,
como Estados Unidos e Japão. (Alexandre Rocha
- Agência de Notícias Brasil-Árabe
- www.anba.com.br)
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