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Accor planeja erguer
200 novos hotéis no país em cinco anos
14-08-2009
O Grupo Accor, de origem francesa, projeta a construção
de mais de 200 hotéis Ibis e Formule 1, produtos
econômicos da rede, nos próximos cinco
anos no país. O aumento do poder aquisitivo da
população, por um lado, a necessidade
de corte de custos pelas empresas e a população
de maior poder aquisitivo, por outro, são os
principais fatores que motivam o avanço.
“A ascensão da classe C no Brasil contribuiu
para o crescimento da hotelaria econômica. As
pessoas tendem a achar que derivação de
classe está relacionada à falta de qualidade.
Isto não é verdade. Hoje, há mais
produtos de qualidade com preço acessível
para atender este nicho”, afirma Gustavo Syllos,
diretor de vendas para America Latina da Accor, que
participou nesta sexta-feira (14) do comitê de
Viagens & Negócios na Amcham-São Paulo.
Porém não é somente a classe C
que opta pela hospedagem econômica. Amilcar Mielmiczuk,
gerente de desenvolvimento Brasil da Accor, que também
esteve na reunião, disse que há uma mudança
de postura dos mais favorecidos. “Hóspedes
do Formule 1, às vezes, têm alto poder
aquisitivo, mas escolhem o econômico pelo estado
de espírito, para eliminar o que acham supérfluo”,
completou.
Os executivos destacaram, entretanto, que a principal
dificuldade para implantação de novas
unidades está no preço dos terrenos. “Houve
uma especulação muito grande nas ofertas
iniciais de ações das construtoras e,
por conta disso, os terrenos estão um pouco mais
caros”, explicou Amilcar Mielmiczuk.
Por outro lado, o custo de construção
se estabilizou. De acordo com eles, atualmente há
um grande público interessado em fazer hotéis,
principalmente por conta da nova regulamentação
de fundos imobiliários, vigente desde outubro
de 2008.
De acordo com Mielmiczuk, não houve reflexo
direto da crise americana na hotelaria econômica
brasileira. Primeiro, porque os preços são
muito convidativos e, segundo, porque o mercado do país
não reagiu tão mal quanto os mercados
americano e europeu.
“Se houve alguma perda residual na hotelaria
econômica, ela foi compensada pela vinda de alguns
hóspedes que pagavam um hotel mais caro e optaram
por um hotel mais barato. O efeito foi praticamente
inexistente e, mesmo em um período de crise,
tivemos aumento de receitas, a perímetro constante
de 7,7% em relação ao ano de 2008”,
acrescentou.
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