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Exportações
aos países árabes cresceram 4% no 1º
semestre
15-07-2009
Mesmo com uma queda de 22% nos volumes embarcados,
as exportações brasileiras para os países
árabes cresceram 4,1% em valor no primeiro semestre,
em relação a igual período do ano
passado. Os números foram divulgados hoje (15)
pela Câmara de Comércio Árabe-Brasileira,
que considera positivo o resultado das vendas brasileiras
para aquele mercado, num total de US$ 4,3 bilhões,
nos primeiros seis meses de 2009.
Segundo o presidente da entidade, Salim Taufic Schahin,
os países árabes sentiram pouco os efeitos
da crise mundial e estão crescendo. “As
taxas de crescimento deles são bem consistentes
e mais fortes que as nossas. Estima-se que o PIB [Produto
Interno Bruto] aumente entre 3% e 3,5% nos próximos
anos."
Apesar de ter registrado queda de 9% em comparação
com o mesmo período de 2008, a carne foi o produto
que liderou as exportações brasileiras,
com embarques de US$ 1,2 bilhão no primeiro semestre.
Açúcar e minério de ferro também
estão entre os produtos brasileiros mais vendidos
para aquele mercado. Juntos com a carne, representam
61% do volume negociado com os países árabes.
O Brasil ainda vende aeronaves da Embraer para aquela
região.
Na avaliação de Schahin, os empresários
brasileiros ainda têm dificuldades para exportar
para os países árabes. "Um pouco
por falta de informação e conhecimento.
Nesse ponto, a crise nos ajudou, porque algumas empresas
passaram a buscar oportunidades no mercado externo."
De acordo com ele, os empresários brasileiros
têm bons produtos, preços e competitividade,
mas alguns fatores, como a distância e a logística,
dificultam um pouco as relações comerciais
bilaterais. "Há poucas linhas aéreas
e marítimas”, exemplificou.
No primeiro semestre deste ano, entretanto, o Brasil
comprou menos dos países árabes. Em relação
ao mesmo período do ano passado, as importações
brasileiras daquele mercado tiveram redução
de 61%. Schahin explicou que uma das razões para
isso foi o aumento da produção brasileira
de petróleo. "A queda expressiva do preço
do barril também contribuiu [para esse resultado]."
Schahin destacou ainda que o governo tem papel importante
no incremento das exportações brasileiras
para o mercado árabe. "O presidente Lula
e os ministérios das Relações Exteriores
e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio
Exterior estão empenhados em aproximar os países
árabes do Brasil".
Neste ano, prevê Schahin, a balança comercial
entre os dois mercados deve fechar com superávit
favorável ao Brasil. Ele lembrou que empresários
do Iêmen, dos Emirados Árabes Unidos, do
Kuwait, da Jordânia e do Barhein vieram ao país
em junho para participar de evento promovido pela Associação
Paulista de Supermercados e fecharam negócios
de US$ 6 milhões.
Árabes e brasileiros também querem estreitar
relações na área de turismo. Segundo
Schahin, há um projeto da entidade para incentivar
o turismo entre o Brasil e aqueles países. (Agência
Brasil)
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