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Setor hoteleiro deve
receber aportes de até R$ 6 bi em dois anos
16-09-2009
O ramo de hotelaria no Brasil continua atraente mesmo
num momento em que o turismo internacional sofre com
as conseqüências da crise. O potencial do
país como destino de investimentos do setor foi
destaque na 2ª Conferência Sul-Americana
de Investimentos em Hotelaria e Turismo (Sahic), que
ocorreu segunda e terça (15), no Rio de Janeiro.
De acordo com o coordenador-geral de Promoção
de Investimentos do Ministério do Turismo, Laércio
de Souza, que participou do evento, a percepção
no mercado é de que a taxa média de ocupação
dos hotéis caiu pouco no Brasil durante a crise
em comparação com outros países
e, ao mesmo tempo, houve aumento das tarifas por aqui,
o que compensou o movimento menor.
“Não houve queda no mercado hoteleiro
brasileiro, [as empresas] até ganharam mais”,
disse Souza à ANBA. Segundo ele, se por um lado
houve diminuição no número de visitantes
estrangeiros, o que contribuiu para a redução
da média de ocupação, ocorreu crescimento
no total de hóspedes brasileiros, o que, aliado
a reajustes sazonais, fez os preços das diárias
avançarem.
E as previsões sobre investimentos no setor
são otimistas. Souza afirmou que o ministério
prevê um volume de investimentos entre R$ 5,6
bilhões e R$ 6 bilhões nos próximos
dois anos somente em hotelaria. Ele acrescentou que
o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do país
no segundo trimestre - de 1,9% em relação
ao primeiro - gerou projeções otimistas.
O diretor-geral do grupo Accor para as Américas
do Sul e Central, Roland de Bonadona, afirmou durante
a conferência, por exemplo, que a empresa investe
em 15 novos empreendimentos no Brasil. Ele ressaltou
que o país conseguiu superar os efeitos da crise
e está em plena recuperação, sendo
um bom momento para a realização de investimentos.
“A situação não é
trágica como em outros mercados”, declarou,
segundo nota do Ministério do Turismo.
Como em outras áreas, de acordo com Souza, as
vedetes do momento no ramo de hotelaria são as
grandes nações emergentes como Brasil,
China e Índia, que tiveram mais resistência
à crise do que os Estados Unidos e a União
Européia. No Brasil, o setor de turismo como
um todo responde por cerca de 6% do PIB.
Ele acrescentou que os investimentos em hotelaria no
Brasil têm origem 50% no Brasil mesmo e 50% no
exterior. A região que atrai o maior interesse
dos empreendedores do ramo é o Nordeste, com
mais da metade dos novos projetos. (Alexandre Rocha
- Agência de Notícias Brasil-Árabe
- www.anba.com.br)
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