Estudo detalha exportações brasileiras de TI

17-04-2009

O mercado brasileiro de serviços offshore movimentou cerca de R$ 2,3 bilhões no ano passado, sendo 93% em serviços de TI e o restante em BPO. Os Estados Unidos foram os maiores demandantes de offshore outsourcing, com aproximadamente R$ 1,8 bilhão em contratação de serviços. Os dados fazem parte de estudo do IDC (International Data Corporation), produzido sob encomenda da Brasscom - Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação, em parceria com o governo federal.

Ainda segundo o levantamento, projetos de desenvolvimento de sistemas, manutenção e gerenciamento de infraestrutura foram os serviços mais exportados pelo Brasil, com R$ 876 milhões, R$ 608 milhões e R$ 366 milhões, respectivamente. Já o mercado de BPO offshore respondeu por R$ 150 milhões do total gerado. No setor de serviços de desenvolvimento offshore a receita total foi de R$ 1,65 bilhão, sendo que Cobol e Java lideram a oferta de tecnologia, respondendo por R$ 554 milhões e R$ 345 milhões, respectivamente.

De acordo o IDC, o estável cenário político do Brasil e o fortalecimento da economia tornaram o país um destino potencial para o mercado de offshore, atraindo investimentos. Para o setor de TIC, mesmo com a crise, o instituto prevê oportunidades para o mercado brasileiro, com alto potencial para suportar as exportações.

A seguir as principais conclusões do estudo, com dados e números relevantes para o setor, estimativa de crescimento para os próximos cinco anos e análise qualitativa do mercado. O estudo apresenta também um ranking das maiores empresas de serviços offshore no Brasil.

Principais pontos:

- Além de um ambiente atrativo de negócios, o Brasil tem diversas vantagens particulares no mercado de TIC como: forte mercado doméstico, incentivos do governo, fuso horário conveniente, compatibilidade cultural, entre outros;

- Em 2007, software e serviços responderam por 48% do total gasto;

- O mercado brasileiro de serviços offshore movimentou em 2008 aproximadamente R$ 2.3 bilhões;

- A crise financeira mundial deve impactar no setor de TIC, mas existem diversas oportunidades e riscos neste cenário:

Riscos - redução dos gastos com TIC, protelação de projetos e redução da disponibilidade de crédito;

Oportunidades - novos projetos de TIC para reduzir os custos operacionais e a força de trabalho.

A Brasscom foi fundada em 25 de março de 2004, como uma organização sem fins lucrativos, dedicada ao fomento das exportações de software e serviços de TI. Em agosto de 2007, a Brasscom se fundiu com o IBCD - Instituto Brasil para Convergência Digital - e hoje, além do fomento às exportações, tem em sua agenda os temas da convergência e inclusão digital, promoção da Marca TI Brasil, inovação tecnológica e propriedade intelectual.

A entidade conta hoje com 36 associados, nacionais e multinacionais, como: Accenture, Atech, Atos Origin, Brq, British Telecom, Cast, Cisco, CPM Braxis, EDS, GFT, GPTI, HSBC, Hughes, IBM, Intel, Itautec, Microsoft, Politec, Resource, Siemens, Softtek, Stefanini, Sun, Tata Consultancy Service, Tivit, Totvs, Ubik do Brasil, Unisys, Virtus e B2B Magazine. Além dos centros de pesquisa: Cenpra e C.E.S.A.R, e das universidades: Unesp, Unicamp e Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Site: www.brasscom.org.br


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