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Brasil é o 2º
mais inovador em embalagem
25-03-2009
O Brasil é o segundo país que mais lança
novas embalagens por ano, atrás apenas dos Estados
Unidos. De acordo com dados do Laboratório Global
de Embalagem da Escola Superior de Propaganda e Marketing
(ESPM), o país saiu do sexto lugar, em 2008,
para o segundo lugar, nos meses de janeiro e fevereiro
de 2009. Foram mais de 20 mil embalagens inovadoras
no ano passado, sendo 48% desse número no setor
de alimentos.
Esses dados foram apresentados pelo professor da ESPM
Fábio Mestriner durante o Seminário Inovação
no Agronegócio, realizado em Brasília.
Além de apresentar números relacionados
ao nível de inovação das embalagens
brasileiras, o acadêmico deu dicas sobre a relação
inovação, produto, embalagem e consumidor.
Fábio Mestriner ressaltou que a inovação
está presente, em sua maioria, nas grandes empresas.
O professor afirma que os argumentos mais usados pelos
empresários de pequeno porte para não
investir em inovação é a dificuldade
no acesso e o alto custo. O acadêmico explica
que para se criar algo novo a partir do que já
existe é necessário investir em metodologia
e gestão especializada. "A inovação
está totalmente ao alcance das micro e pequenas
empresas. Mas primeiramente a empresa precisa enxergar
os benefícios da inovação para
seu negócio e estar decidida a inovar",
afirma.
Ele chamou a atenção para o convênio
que existe desde 2004 entre o Serviço Brasileiro
de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae)
e a Associação Brasileira de Embalagem.
A parceria tem a finalidade de levar projetos de embalagem
às micro e pequenas empresas, proporcionando
maior valor agregado aos seus produtos. A sistemática
do convênio assegura o pagamento de 70% do valor
do projeto por parte do Sebrae Nacional, enquanto a
empresa beneficiada banca os 30% restantes.
A indústria brasileira de embalagem teve, no
ano passado, faturamento de R$ 36,6 bilhões contra
R$ 33,5 bilhões no ano anterior. A principal
participação foi do segmento de embalagens
plásticas com 37,64%. Papelão ondulado
e papel cartão foram o segundo colocado, com
28% de participação, seguidos por metálicas,
com 16,94%, papel, com 7,12%, e vidro, com 5,23%. O
faturamento das exportações ficou em US$
546 milhões em 2008 e cresceu 14% sobre 2007.
(Agência Sebrae)
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