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Um terço das marcas
de feijão está sem condições
de consumo, apura Idec
28-10-2009
O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec)
pesquisou 33 marcas de feijão vendidas em diversas
partes do país e constatou que quase um terço,
nove delas, não poderia ser comercializada. Os
produtos apresentavam impurezas acima dos padrões
tolerados. Em sete foram encontrados insetos ou larvas
vivas misturados aos grãos.
A classificação errada foi o problema
de mais seis marcas pesquisadas. Os produtos vendidos
como do tipo 1 pertenciam, na verdade, ao do tipo 2
ou 3. “A gente espera que a empresa, como a legislação
pede, respeite o consumidor. Tem que honrar aquilo que
é colocado dentro da embalagem. Por que ele vai
fazer a escolha pelo o que está no rótulo,
e, às vezes, ele chega em casa e tem uma surpresa
desagradável”, afirmou a pesquisadora do
Idec, Vera Barral.
Essas deficiências somadas as da rotulagem insatisfatória
e até a da presença de agrotóxicos
proibidos levaram o instituto a reprovar 20 (60%) das
marcas analisadas. “Em todas as regiões
nós tivemos, no mínimo, um produto que
não estava adequado, ou na rotulagem, ou na classificação,
ou porque tinha elementos indesejáveis. Então,
algo está faltando aí”, disse.
Segundo a pesquisadora, a responsabilidade é
principalmente das empresas que detêm “todas
as ferramentas para poder, no final da sua produção,
colocar um rótulo e vender exatamente o que propõe
no rótulo”.
O Idec notificou as 28 empresas responsáveis
pelas 33 marcas analisadas, mas apenas seis apresentaram
justificativas em relação aos problemas
detectados.
Para evitar a compra de produtos inadequados, o instituto
recomenda que o consumidor rejeite as embalagens que
não estejam íntegras, observe se não
existem impurezas misturadas aos grãos e que
fique atento ao cheiro e o aspecto do feijão.
Em caso de algum problema, o Idec instrui o consumidor
a solicitar a troca do produto ou o ressarcimento do
dinheiro no local da compra. A autoridade sanitária
local também deve ser comunicada. (Agência
Brasil)
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