Brasileira Guabi quer exportar rações para árabes

30-03-2009

A Guabi, indústria de alimentos para animais sediada em Campinas, no interior de São Paulo, espera realizar negócios com importadores árabes nos próximos seis meses, segundo seu diretor-executivo Francisco Olbrich. Ela é uma das três empresas brasileiras que participaram da Feira Internacional de Cavalos de Dubai, realizada nos Emirados Árabes Unidos em março.

A companhia apresentou no evento sua linha de rações para cavalos. “Os Emirados têm um potencial de mercado de 5 mil toneladas por ano, são 7 mil cavalos, sem contar os países vizinhos”, disse Olbrich à Anba. “Tivemos um contato muito grande, houve interesse de distribuidores e também de pessoas interessadas em importar diretamente”, acrescentou, sobre a primeira participação da companhia na mostra.

A criação de cavalos e as competições de hipismo são bastante apreciadas na região. Dubai promove, por exemplo, uma das principais provas do mundo, a Dubai World Cup. Segundo Olbrich, o gerente de exportação da Guabi permaneceu no emirado após a mostra para dar seguimento aos contatos de negócios. Representantes da empresa visitaram também o Egito e o Kuwait para conversar com potenciais distribuidores.

A Guabi completa 35 anos de existência em 2009 e exporta para mais de 30 países. O diretor-executivo disse, no entanto, que a maior parte das vendas externas é composta por rações para animais domésticos. A promoção no exterior de alimentos para grandes animais está começando a ser realizada agora.

O grande problema das exportações de ração para cavalos, segundo ele, é o prazo de validade do produto: em torno de 90 dias. Com o que se perde desde o recebimento do pedido até a efetiva entrega ao cliente, a mercadoria acaba tendo pouco tempo de prateleira. Nesse sentido, a Guabi está implementando um novo processo de produção que vai ampliar o prazo para cinco meses de validade, facilitando as vendas externas.

Outro diferencial é o preço da matéria-prima da ração no Brasil, essencialmente commodities agrícolas produzidas em larga escala no país. O acesso fácil e relativamente barato a esses insumos faz com que o produto final seja competitivo no mercado externo.

A Guabi tem oito fábricas que produzem entre 450 mil e 500 mil toneladas de rações por ano e empregam cerca de 1,2 mil pessoas. Além da linha para cavalos, a companhia fabrica alimentos para bovinos, aves, caprinos, ovinos, suínos, peixes, camarões, coelhos, cães, gatos e pássaros domésticos. (Alexandre Rocha - Agência de Notícias Brasil-Árabe - www.anba.com.br)

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