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Depois de cortar juros,
fatia do BB no financiamento de carros quase dobra
04-05-2012
A participação do Banco do Brasil (BB)
no mercado de financiamento de automóveis leves
quase dobrou depois que o banco anunciou redução
dos juros para o setor. Dados apresentados hoje (4)
pelo banco, baseados em informações da
Federação Nacional da Distribuição
de Veículos Automotores (Fenabrave), mostram
que a cota de mercado do BB cresceu de 4%, em março,
para 7%, no final de abril, quando o banco começou
a reduzir os juros.
A carteira Crédito Veículo do banco era
R$ 10,8 bilhões no dia 2 de abril e passou para
R$ 38,2 bilhões no dia 30 do mesmo mês.
A primeira redução de juros do BB foi
anunciada no dia 8.
As taxas antigas variavam entre 1,24% e 2,3% por mês.
Hoje, são oscilam entre 0,95% e 1,99%. Segundo
a direção do banco, a redução
dos juros, além de aumentar a carteiras de crédito,
ainda atrai clientes menos inadimplentes.
“Nós entendemos que na hora que a taxa
de juros cai, trazemos para tomar crédito um
cliente prudente. Creio que o aumento no financiamento
de veículos fala por si só. O cliente
não tomava antes o empréstimo porque a
taxa de juros era alta. Quando ele entra na nossa massa
de clientes, a tendência da inadimplência
é cair”, disse o vice-presidente de Negócios
do Varejo, Alexandre Abreu.
O BB também anunciou hoje novas reduções
nas taxas de juros para pessoa física e reformulou
linhas de crédito que têm como garantia
imóveis ou veículos. É o terceiro
anúncio de corte desde o início de abril.
Os clientes que tiverem conta salário no BB
e aderirem ao programa Bom pra Todos [programa de redução
de juros nas principais linhas de crédito do
banco] não pagarão mais que 3,94% ao mês
em nenhuma modalidade de crédito pessoal, segundo
o banco. Para esses clientes, os juros do cheque especial
foram reduzidos de 8,31% para 3,94% ao mês, à
taxa única. Essa nova tarifa vale a partir do
dia 10 de maio.
Outra redução no âmbito do programa
Bom pra Todos se refere aos juros de linhas de crédito
pessoal (CDC automático e CDC renovação),
que tinham taxa máxima de 5,79% e passarão
a ser 3,94% ao mês.
Para clientes que não recebem salário
pelo banco e, portanto, não podem aderir ao pacote,
a instituição anunciou uma linha de crédito
para pessoas físicas com garantia de imóvel
próprio, com juros reduzidos [entre 1,52% e 1,6%
ao mês] e prazo de pagamento de até 180
meses.
Essa linha de crédito estará disponível
apenas para quem tem renda acima de R$ 6 mil. Os clientes
podem financiar até 50% do valor do imóvel
que está em seu nome. (Agência Brasil)
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