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Setor de compósitos
faturou R$ 733 milhões no 1º tri, alta de
2,5%
08-05-2012
O setor brasileiro de materiais compósitos
faturou R$ 733 milhões no primeiro trimestre,
alta de 1,6% em comparação ao último
trimestre de 2011. Frente a igual período do
ano passado, o crescimento foi de 2,5%. Os números
são da Maxiquim, consultoria contratada pela
Associação Latino-Americana de Materiais
Compósitos (ALMACO).
Em termos de volume de matérias-primas consumidas,
houve um recuo de 6,9%, totalizando 55.400 toneladas,
mas um aumento de 18,3% se levado em conta o primeiro
trimestre de 2011. “Os moldadores de compósitos
viraram o ano com estoques elevados, daí porque
esse descompasso entre faturamento e consumo”,
avalia Gilmar Lima, presidente da ALMACO.
A demanda de matérias-primas, aliás,
também foi afetada pelo crescimento dos processos
automatizados, que apresentam índices de desperdício
bem menores do que os manuais. Segundo o levantamento
da Maxiquim, a participação da moldagem
manual no Brasil caiu de 55% em 2010 para 51% no ano
passado. “É uma tendência global
e irreversível, sustentada basicamente por questões
econômicas e ambientais”, comenta.
A pesquisa prevê ainda um salto de 5,4% na receita
do setor no segundo trimestre, chegando a R$ 773 milhões.
No ano, a expectativa é de faturamento de R$
3.189 bilhões, alta de 11,8% – em volume,
224.000 toneladas (+7,9%). “Os principais responsáveis
por esse crescimento serão os setores agrícola
e de transporte”, detalha Lima.
Em 2011, a construção civil liderou
o consumo brasileiro de compósitos, com 45% do
total transformado, à frente de transporte (18%),
corrosão (12%) e saneamento (7%). As aplicações
em energia eólica – são empregados
compósitos especiais, baseados em resinas epóxi
– consumiram 44.700 toneladas e movimentaram R$
625 milhões.
Resultantes da combinação entre resinas
termofixas e reforços – fibras de vidro,
por exemplo – os materiais compósitos são
conhecidos pelos elevados índices de resistência
mecânica e química, bem como pela versatilidade.
Há mais de 40 mil aplicações catalogadas
em todo o mundo, de caixas d´água e tubos
a peças de barcos e aviões. Site: www.almaco.org.br
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