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Porto de Santos deve
dobrar capacidade de operação até
2014, diz diretor
26-03-2012
O Porto de Santos deve dobrar a capacidade de operação
até 2014, segundo o diretor de planejamento da
Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp),
Renato Barco. A previsão é que com a construção
de dois novos terminais o porto passe a movimentar 8
milhões de teus em carga – cada teu equivale
a um contêiner de 20 pés cúbicos
(38,51 metros cúbicos), que pode transportar
aproximadamente 10 toneladas.
Os investimentos para a construção dos
novos terminais, totalizando cerca de R$ 3,5 bilhões,
serão feitos pela Empresa Brasileira de Terminais
Portuários S.A (Embraport) e pela Brasil Terminal
Portuária. Com as obras, o porto passará
a trabalhar com folga - a demanda prevista para 2014
é de 4,25 milhões de teus. “Em um
ano e meio nós vamos mais que dobrar a nossa
movimentação, esse é o nosso plano,
o nosso projeto”, ressaltou Barco. Em 2011 foram
movimentados 2,9 milhões de teus em Santos.
A construção permitirá, de acordo
com o diretor, a criação de até
1,5 mil empregos. Atualmente, cerca de 15 mil pessoas
trabalham no porto. “Considerando os operadores
portuários e os trabalhadores administrativos
que operam nos mais variados terminais do porto”,
explicou Barco.
Além dos novos terminais, Barco destacou que
a obra de dragagem para aprofundamento do cais já
está 95% finalizada. “É uma obra
do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento],
está elevando o nível de atendimento e
colocando o Porto de Santos como um dos mais importantes
do mundo”, disse sobre a intervenção
que vai aumentar a profundidade do canal de 12 metros
para 15 metros.
Apesar das melhorias, o diretor ressaltou que ainda
existe um gargalo para o transporte das mercadorias
até o porto. Isso porque os veículos de
carga têm que enfrentar o tráfego intenso
nas rodovias do Sistema Anchieta-Imigrantes, que liga
a capital paulista com o litoral e, por isso, tem fluxo
intenso nas épocas de temporada. “Em toda
essa estrada o caminhão compete muito com o carro
de passeio. Ainda mais em época de temporada,
época de calor”, assinalou.
Para solucionar o problema, Renato Barco defende a
ampliação da malha ferroviária
para, inclusive, contornar a capital paulista, que restringe
o tráfego de caminhões durante o dia.
“Hoje, por exemplo, as mercadorias que chegam
do interior de São Paulo ou de Mato Grosso param
para atravessar São Paulo somente à noite.”
(Agência Brasil)
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