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Empresários apoiam
rodízio obrigatório de auditoria
31-05-2012
A grande maioria dos empresários brasileiros
(82%) acredita que é preciso ter maior diversidade
no mercado de auditoria, percentual acima da média
global de 63%, segundo dados do International Business
Report (IBR) 2012 da Grant Thornton International. Além
disso, 70% apoiam o rodízio obrigatório
das firmas a cada 10-12 anos, para evitar o risco de
‘muita familiaridade’ entre auditor e a
companhia auditada. A pesquisa é realizada anualmente
com 11.500 empresas em 40 economias.
Outros países que também defendem a menor
concentração no mercado de auditoria são:
Taiwan (90%), Índia (89%), Grécia, Peru
e Vietnã (todos com 86%), Malásia e Emirados
Árabes (os dois com 82%), Chile, Filipinas e
Turquia com 80% e África do Sul (79%). Entre
os países que mais apoiam a aplicação
de rodízio obrigatório, além do
Brasil, estão o Vietnã (56%), Emirados
Árabes (54%) e Tailândia (50%). Regionalmente,
o G7 e a União Europeia têm o menor percentual
de líderes que defendem o rodízio (25%
e 33%, respectivamente).
Para 88% dos executivos no Brasil a confiança
do mercado aumentaria se as grandes companhias públicas
fossem auditadas por duas firmas ao invés de
apenas uma. Opinião semelhante a dos líderes
vietnamitas (94%), chilenos e tailandeses (86%), peruanos
(84%) e indianos (77%).
Um em cada seis empresários no Brasil acredita
ainda que deve haver uma separação entre
o serviço de consultoria e auditoria, o maior
percentual entre todas as economias pesquisadas. 42%
dos entrevistados acreditam que firmas com área
de auditoria que tenham um tamanho substancial não
poderão executar outros serviços além
da auditoria.
No ano passado, a Comissão Europeia publicou
propostas com foco na reforma do mercado de auditoria.
A Comissão sugeriu reduzir a concentração
do mercado de auditoria e, ao mesmo tempo, aumentar
a independência das firmas. Para atingir essas
metas, a entidade propôs medidas como o rodízio
obrigatório, realização de concurso
público e restrição às firmas
de realizarem serviços não ligados à
auditoria.
“No Brasil e no mundo o assunto mais relevante
é a concentração do mercado de
auditoria, entre as chamadas Big Four. O rodízio
só é efetivo se garante que as empresas
fora desse "cartel" tenham a oportunidade
de concorrer aos mesmos projetos. O rodízio por
si só não garante a desconcentração
do mercado”, diz Fabio Luis de Sousa, sócio
de auditoria da Grant Thornton no Brasil.
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