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Superávit comercial
no ano está perto de US$ 23 bilhões
A balança comercial brasileira soma US$ 22,962
bilhões em 222 dias úteis de 2009. De
janeiro até a terceira semana de novembro, as
exportações estão em US$ 134,668
bilhões e as importações atingem
US$ 111,706 bilhões.
Um ano antes, com 226 dias úteis, o saldo comercial
era superavitário em US$ 21,908 bilhões,
resultante de venda externas de US$ 181,246 bilhões
e compras de US$ 159,338 bilhões. As informações
foram divulgadas pelo ministério do Desenvolvimento,
Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
Previsão de inflação
para 2010 tem leve alta
Analistas do mercado financeiro aumentaram a estimativa
para a inflação medida pelo Índice
de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em 2010,
de 4,41% para 4,43%. Para este ano, a estimativa foi
mantida em 4,26%.
A informação consta do boletim Focus,
publicação semanal elaborada pelo Banco
Central (BC) com base nas projeções de
mercado sobre os principais indicadores financeiros.
As estimativas estão abaixo do centro da meta
de inflação, que é de 4,50%. Cabe
ao Banco Central perseguir a meta de inflação
fixada pelo Conselho Monetário Nacional e para
isso é usada a taxa básica de juros, a
Selic, que, na previsão dos analistas, deve encerrar
2009 no atual patamar de 8,75% ao ano e 2010, em 10,50%
ao ano.
Os analistas também fazem projeções
para outros índices de inflação.
A estimativa para o Índice de Preços ao
Consumidor (IPC), da Fundação Instituto
de Pesquisas Econômicas (Fipe), neste ano foi
alterada de 3,93% para 3,91% e em 2010, de 4,50% para
4,40%.
Para o Índice Geral de Preços –
Disponibilidade Interna (IGP-DI) e o Índice Geral
de Preços de Mercado (IGP-M), a expectativa continua
sendo de deflação neste ano. A estimativa
de queda para o IGP-DI passou de -0,80% para -0,84%
e para o IGP-M, de -1,08% para -1,10%. Para 2010, foi
mantida a projeção de alta de 4,50% nos
dois índices.
A estimativa para os preços administrados foi
alterada de 4,18% para 4,20%, em 2009, e mantida em
3,50% em 2010. Os preços administrados são
aqueles cobrados por serviços monitorados, como
combustíveis, energia elétrica, telefonia,
medicamentos, água, educação, saneamento
e transporte urbano coletivo, entre outros.
Quanto ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB),
a soma de todos os bens e serviços produzidos
no país, foi mantida a expectativa de 0,21%,
para este ano e de 5%, para 2010.
A expectativa para a queda da produção
industrial foi mantida em -7,64%, em 2009. Para o próximo
ano, a projeção de crescimento foi ajustada
de 6,55% para 6,85%.
Os analistas mantiveram a projeção para
a relação entre a dívida líquida
do setor público e o PIB em 2009, em 44%. Para
o próximo ano, ajustou a estimativa de 42,20%
para 42,10%.
A expectativa para a cotação do dólar
foi mantida em R$ 1,70 ao final de 2009 e R$ 1,75, ao
fim de 2010.
A previsão para o superavit comercial (saldo
positivo de exportações menos importações)
neste ano foi mantida em US$ 25,2 bilhões. Para
2010, passou de US$ 15 bilhões para US$ 13,4
bilhões.
Para o deficit em transações correntes
(registro das transações de compra e venda
de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior)
neste ano, os analistas elevaram a estimativa de US$
17 bilhões para US$17,250 bilhões. Para
2010, foi alterada a projeção de US$ 34,3
bilhões para US$ 35,5 bilhões.
A expectativa para o investimento estrangeiro direto
(recursos que vão para o setor produtivo do país)
foi mantida em US$ 25 bilhões, em 2009, e em
US$ 35 bilhões, em 2010.
Emprego com carteira
teve melhor outubro desde 92
As contratações com carteira assinada
superaram as demissões em 230.956 vagas em outubro,
conforme os dados do Cadastro Geral de Empregados e
Desempregados (Caged), divulgado pelo Ministério
do Trabalho. Foi o melhor outubro da série histórica
do Caged, iniciada em 1992. No mês, o Ministério
registrou 1.433.915 admissões e 1.202.959 demissões.
Este último dado, segundo o ministro Carlos Lupi,
o menor número no ano.
A criação líquida de empregos
formais superou ligeiramente a registrada em outubro
de 2008, quando o saldo de contratações
foi de 61.401 vagas.No acumulado de 2009, foram adicionados
à economia 1.163.607 postos de trabalho. Apenas
o mês de janeiro teve um resultado negativo, em
que as demissões superaram as contratações
em 101,7 mil.
Em outubro, o destaque foi a indústria de transformação,
com geração de líquida 74.552 postos
de trabalho, recorde para o setor para o mês.
Em seguida, apareceram Serviços (69.581 vagas),
Comércio (68.516) e Construção
(26.156).
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