| Gil
leva Grammy de uma nota só
Tem sido uma tradição,
não só aqui mais alhures também,
convidar celebridades para participar do ministério.
É um truque risível dos governantes
que tentam amealhar popularidade, tanto cá,
entre nós todos, como lá, entre
aqueles que se julgam de outro nível.
Na maioria das vezes, a gestão
do (a) ministro (a) famoso (a) não dá
em nada. Veja-se o caso do bom baiano Gilberto
Gil. Atire o primeiro dó de peito aquele
que se lembrar de algum feito digno de nota do
titular da pasta da Cultura.
Cá comigo, lembro das chorumelas
em torno da falta de verbas. Mas isso não
conta. Afinal, 9 entre 10 ministros entoam essa
ladainha. É o samba de uma nota só
dessa gestão petista no executivo federal.
Faria melhor nosso malemolente
baiano se tivesse gerido o ministério com
a mesma eficiência com a qual pilotou a
carreira nos últimos anos. Não ganharia
prêmios, mas poderia voltar para os palcos
com aquela sensação de ter servido
ao bem público.
Mas, na verdade, ele nunca deixou
os palcos.
* Tatão de Souza é
jornalista e escritor - canalexecutivo@uol.com.br
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