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Sistema de cota do SPFW
discrimina os feios, os barrigudos, os baixos, os carecas,
os banguelas......
17-06-2009
Este ano, a edição do estelarmente conhecido
São Paulo Fashion Week traz uma evolução
histórica: 10% dos modelos devem ser negros,
índios ou afrodescendentes.
Sem dúvida nenhuma o Brasil está evoluindo.
Do cadinho de culturas e raças, onde o bundalelê
era generalizado, estamos partindo a galope para a construção
de uma sociedade por cotas. Quando lá chegarmos,
enfim seremos mais iguais em nossas diferenças.
Tal qual os produtos de uma prateleira de supermercado,
você também será classificado e
graças a tal terá seu espaço garantido.
Quem sabe até carregue crachás ou cartões
magnéticos identificando sua cor, classe social,
time do coração, estilo musical, poder
econômico etc, etc.
Parênteses: Isso só valerá até
um certo nível de renda. Se você superar
um patamar razoável, que pode ser um patrimônio
de R$ 1 milhão, por exemplo, graças ao
esforço próprio, à carreira política,
à bandalheira ou a outras carreiras, ficará
isento de carregar o crachá. Não será
preciso, porque acima deste nível de renda todos
já são iguais, inclusive perante a justiça.
O fato é que o processo de construção
da sociedade por cotas está em curso e precisa
ser atualizado a todo instante. Por conta disso é
que venho aqui propor que o SPFW amplie suas cotas.
Não podem se esquecer dos feios, dos banguelas,
dos carecas e, maior de todas as discriminações,
dos gordos ou daqueles acima do peso.
Outro artigo sobre o tema cotas (clique para ler):
BBB
e blocos da Bahia também deveríam ter
sistemas de cotas - 27/02/2006
* Tatão de Souza é jornalista
e escritor - canalexecutivo@uol.com.br
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