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Ex-diretor
do Senado não desmama e ainda é criticado
26-04-2009
Às vezes, o assombro é tamanho que quedo
pasmo sem reagir. Debalde volto às lides. Causou
espécie matéria jornalística publicada
na edição desta semana da revista Época,
da Editora Globo. Diz lá, com todas as letras,
que um ex-diretor do Senado usou uma ex-ama de leite
como laranja.
Cabem aqui dois pontos: ama de leite
é aquela que substitui a mãe natural no
ato de amamentar, ou por falta do produto lácteo
materno ou por falta de vontade mesmo. Já laranja
é aquele ser usado, sem saber, na maioria das
vezes, para acobertar ou cometer malvadezas que vão
beneficiar outrem.
Ao fim e ao cabo, tal elemento citado pela reportagem
se valeu do tal cargo que ocupava para mamar algum às
custas dos cofres públicos. Na verdade, algum
é pouco, muito pouco. Foram alguns milhões,
segundo a revista.
Vejam vocês, desde a infância se acostumou
às tetas de outrem. Crescido, acolhido pelo cargo
no Senado, recorreu às tetas públicas.
Curiosamente, e freudianamente falando, ainda se valeu
daquela que lhe tinha dado a seiva maternal para escamotear
seu atos. Tetas e laranja. Viu a relação?
Mas tal ato deve ser exposto? Será que não
é o caso de recorrer à ajuda médica?
Sim, ajuda médica, pois não. Afinal, quem
não desmama depois de tantos anos precisa ser
auxiliado e não criticado em praça pública.
É por essas e por outras que eu acho que a imprensa
causa um desserviço, na maioria das vezes, quando
confunde a vida pública com a privada.
* Tatão de Souza é jornalista
e escritor - canalexecutivo@uol.com.br
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