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  Biografia

Nome: Antônio Felipe Villar de Lemos

Nome Artístico: Fê Lemos

Nasceu no Rio de Janeiro em 18/06/62 e mudou-se para Brasília em 1968, indo morar na Colina, conjunto de apartamentos onde moravam os professores da UnB (Universidade de Brasília). Descobriu o rock através dos Beatles, e se tornou roqueiro ouvindo as bandas de heavy metal e rock progressivo dos anos 70: Grand Funk Raiolroad, Black Sabbath, Emerson, Lake & Palmer, Yes, Led Zeppelin, Pink Floyd, etc. Foi nos shows de bandas brasileiras que se aventuravam à tocar em Brasília, tais como Casa das Máquinas, Som Imaginário, Rita Lee e Tutti-Frutti, Secos e Molhados, O Terço.
Começou a tocar bateria aos 13 anos de idade, com um par de baquetas, uma borracha de estudo e o "Método Prático de Bateria", do professor Bituca. Seu primeiro kit consistia da borracha, uma caixa de madeira (tomtom), uma caixa de papelão (surdo), e um prato rachado pendurado numa baqueta quebrada, presa à caixa de madeira por um furo. Aos 14 anos vendeu sua bicicleta Monareta e comprou sua primeira bateria, uma Caramuru, que pertenceu à seu primeiro mestre, Rodolfo Cardoso.
Sua primeira banda foi a Colina's Band, com Toninho Maia e David Gueiros. Sua primeira gig foi no mesmo ano, 1976, com o cantor carioca Péricles Cavalcanti e um guitarrista negro canhoto chamado de, apropriadamente, Jimi.
Morou durante 1977 na Inglaterra, em Leicester City. Descobriu o punk rock e se tornou fã de Iggy Pop. Viu ao vivo The Clash, The Damned, Buzzcocks, The Stranglers, Lynyrd Skynyrd, Uriah Heep, Rainbow, The Slits, entre outros. Descobriu a cidra.
Voltou ao Brasil em 1978 e conheceu Renato Manfredini Jr., mais tarde Renato Russo, e junto à ele e André Pretorius formou o Aborto Elétrico, a primeira banda de punk rock de Brasília.
O Aborto Elétrico começou a ensaiar em 1979, com a chegada da Inglaterra de sua primeira bateria profissional, uma Premier D304, e se apresentou em público pela primeira vez em 11 de Janeiro de 1980. No decorrer do ano seu irmão Flávio Lemos assumiria o baixo e o Renato passaria a cantar e tocar guitarra.
A banda terminou em 82 junto à uma enxurrada de novas bandas que pipocavam, não só em Brasília, mas por todo o país.
O final da parceria com Renato o levou a começar a escrever letras, que viriam a ser o texto das primeiras canções da banda que ele, com Flávio e o guitarrista Loro Jones, egresso do lendário Blitz 64, formariam, o Capital Inicial.
A partir da entrada do Dinho, em 83, o Capital Inicial começou a se apresentar fora de Brasília, e, com a gravação de seu primeiro disco, o compacto Leve Desespero/Descendo o Rio Nilo, veio a decisão de se mudar para São Paulo, em 1985.
Em 1987, a entrada do paulistano Bozzo Barretti como tecladista da banda trouxe a descoberta do sampler e do sequencer e com eles a possibilidade de um baterista que não tocava nenhum instrumento melódico fazer música.
Em 1988 cometeu os seus 'primeiros erros' musicais programando um sequencer MMT-8 e um sampler S900, e tocando um Octapad, depois substituído por um Drumkat.
Com a saída do Bozzo em 91, passou a comandar a programação de percussão e efeitos sonoros nos shows. Começou a ouvir Tom Waits, Nick Drake, descobriu Nine Inch Nails, redescobriu Frank Zappa e King Crimson. Votou em "Pump up the Jam", do Technotronics, como música do ano na revista Bizz.
Comprou sua segunda bateria, uma Pearl CZX - Studio. Começou uma temporada de três anos como aluno de Dirceu de Medeiros, baterista extraordinário e um dos inventores do samba e da bossa nova aplicados à bateria.
Em 1993, com a saída do Dinho do Capital Inicial, fundou o selo Qualé Cumpadi Records, que em 94 lançou seu único disco, "Capital Inicial - Rua 47", com Murilo Lima nos vocais.
Neste mesmo ano começou a ouvir música eletrônica, apresentada à ele pelo amigo brasiliense Rick Novaes, ªkª DJ Mr. Spacely. Nomes como Tricky, Portishead, Chemical Brothers, Leftfield, Underworld, Roni Size, Photek, Air, EZ Rollers, LTJ Bukem, e outros tantos, passam a fazer parte de sua trilha sonora.
Durante os anos de 96 e 97 foi sócio de um pequeno estúdio em São Paulo, chamado DM Estúdio, onde gravou bandas de rap, pagode e punk rock do subúrbio. Nos intervalos da rotina do estúdio e das baladas continuou compondo música eletrônica, e teve algumas aulas de violão.
Em 1998 voltou a tocar com o Capital Inicial original, e compôs uma música e três letras para o disco que marcou esta volta, "Atrás dos Olhos". São suas últimas contribuições como compositor, até o momento, para o grupo.
Em 2001 comprou sua terceira bateria, uma DW, e uma bateria eletrônica Roland V-Drum.
Terminou a gravação do seu primeiro cd solo chamado Hotel Básico, que será lançado em abril próximo