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04-06-2008
In the navy
Dois sargentos do Exército saíram na capa de uma revista de circulação nacional dizendo-se namorados. Depois foram a um programa de tevê, detalharam suas intimidades, entoaram languidamente canções de Cassia Eller, o Ibope e a libido subiram, subiram.
No fim, tomaram na bunda.
Deu a lógica.
No entanto, o outro lado da moeda, também ficou evidente: o nosso Exército vai ter que se atualizar aos tempos atuais. Fazer parte urgentemente de uma espécie de Forças Amadas, em vez de Armadas.
Teríamos assim o Exército-Exército, terrestre, o Exército-do-Ar, aéreo, o Exército-do-Mar, naval e o Exército-Geeeente!!! - o gay.
As formações militares possuem, normalmente, uma organização hierárquica vertical. Já de cara, e em nome dos novos tempos, elas mudariam para uma hierarquia na horizontal.
É sabido ainda que todos os exércitos do mundo são divididos em armas e serviços. Isso manteria-se. Com a entrada, sem dúvida, de uma divisão de fofoca - com os sargentos falando horrores dos tenentes e os tenentes a-rra-san-do aqueles bofes dos brigadeiros-do-ar.
A função de cada arma, é natural, alteraria-se consideravelmente. A Infantaria, a Artilharia e os Blindados seriam sumariamente extintos.
E todos aqueles jipes, tanques e caminhões te-ne-bro-sos seriam pintados na cor arco-íris e usados para excursões a Parati, Campinas e Pelotas.
Os uniformes precisariam ser repensados radicalmente. Algo na linha mais casual-chique de Balenciaga ou mesmo Yves Saint Laurent puxado para o verde-oliva, magenta e pink. Claro, tudo isso com pespontos e debruns nas golas e punhos bordados.
Para economizar tempo nas manobras militares e ganhar horas e horas em outras manobras, aboliriam-se generais, coronéis, majores, tenentes e sargentos: todos os postos seriam de cabo.
E a Academia de Agulhas Negras passaria a oferecer aulas de corte e costura.
Essas seriam as alterações mais emergenciais. A mudança de data da Parada Gay para 7 de setembro seria uma questão de dar tempo ao tempo.
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