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31-05-2009 |
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CAI, CAÊ, CAI
Meu Deus, ele fez escola
suor, carnaval e bola
Tudo baseado em Nietzsche
E agora, São Jorge, vixe!
Tá caindo mais que o dólar
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07-05-2009 |
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LYNCHIANA
Depois de assistir
Aos filmes de David Lynch
Rapidamente conclui:
Meditação transcendental
É prejudicial
À saúde mental
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08-03-2009 |
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LIMERIQUE PAROQUIAL
Há bem pouco tempo, aqui no Bananão
O Engavatedor-Geral da Nação
Era o bambambã, o camisa dez
Mas agora um novo cargo é o da vez:
Excomungador-Geral dos Cristãos
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27-01-2009 |
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LIMERIQUE DO BATTISTI
Eu quero ver agora como se embroma
E o Battisti da Itália a gente toma
Eu quero ver o Lula dar a volta
Entrar no Coliseu sem ter escolta
Pois quem tem Tarso nunca vai a Roma
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12-08-2008 |
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INCOMPATIBILIDADE POÉTICA
Tentei botar nosso amor
Num soneto genuíno
E fui lapidando os versos
No formato alexandrino
Mas ora vejam vocês
Por causa da estrofação
E de algumas rimas pobres
Tive que usar da elisão
Mas não gostei de antemão
E mudei os decassílabos
Para um metro diferente:
Dodecassílabos sáficos
Ai, que destino mais trágico
Isso gerou uma aférese
Pra não falar de uma apócope -
Eu quase tive uma síncope!
O jeito foram os dísticos
E meu canto de momento
Perdeu a espontaneidade
Em novo encadeamento
Então tive um pensamento:
“Falando em termos poéticos
Ou mesmo trovadorescos
O nosso amor é inviável”
Uma saída possível
Mas me recuso, sou franco
Seria deixar o metro
Adotando o verso branco
Porém, um soneto manco
Falta de talento acusa
Por isso, amor, me despeço
E vou atrás de outra musa
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02-08-2008 |
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MON CHÉRIE
Quando ela me chama de mon chérie
E manda um beijo do tipo rouge
Mesmo grande e maduro e seguro e tudo o mais
Fico feito menino pedalando bicicleta
Na praça em frente ao apartamento dos tempos idos
Quando ela coloca seus óculos e pede pra eu mudar
De lado na calçada, um tempo novo se abre
Uma onda nova se espraia em círculos concêntricos
E tudo se faz, desfaz, faz, desfaz
Num doido balé de sensações
Quando ela me olha e diz que meu olho viu o dela
E que isso mudou tudo
Eu a percebo quase levitando pelo caos urbano
E acredito que tudo é verdade verdadeira
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06-07-2008 |
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SE EU FOSSE LUPISCÍNIO
Eu não sou o Lupiscínio
Ai meu Deus, quem dera fosse
Pôr o mal que você trouxe
Num sambar de tirocínio
Eu não sou o Noel Rosa
Mas bem que podia ser
Desdenhar seu proceder
Através de verso e glosa
Estou à léguas de Francisco
Não freqüento Caetano
Nem seu círculo baiano
Sou poeta à conta e risco
A quilômetros do Tom
E se fosse assim tão bom
Não perdia o tempo amigo
Descrevendo o pormenor
De um romance tão menor
Como foi o meu
contigo
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01-06-2008 |
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HAICAI LIBIDO
O sedutor
Quando seduzido
Perde a libido
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01-05-2008 |
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QUADRINHA DA GORDURA TRANS
Do fenômeno, o Ronaldo
Não terá mais repeteco
Pois passou de Ronalducho
Para a fase Ronaldeco
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22-03-2008 |
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CAYMMI REVISITADO
É dengue, é dengue, é dengue, meu bem
É dengue que essa nêga tem
Tem dengue no remelexo, meu bem
Tem dengue no falar também
Quando se diz que no falar tem dengue
Tem dengue, tem dengue, tem dengue tem
Quando se diz que no andar tem dengue
Tem dengue, tem dengue, tem dengue tem
Quando se diz que no sorrir tem dengue
Tem dengue, tem dengue, tem dengue tem
Quando se diz que no sambar tem dengue
Tem dengue, tem dengue, tem dengue tem
É dengue, é dengue, é dengue, meu bem
É dengue que essa nêga tem
Tem dengue no remelexo, meu bem
Tem dengue no falar também
Quando se diz que no bulir tem dengue
Tem dengue, tem dengue, tem dengue tem
Quando se diz que no cantar tem dengue
Tem dengue, tem dengue, tem dengue tem
Quando se diz que no olhar tem dengue
Tem dengue, tem dengue, tem dengue tem
É no mexido, é no descanso, é no balanço
É no jeitinho requebrado que essa nega tem
Que todo mundo fica enfeitiçado
E atrás do dengue dessa nêga todo mundo vem
E atrás do dengue dessa nêga todo mundo vem
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