30-05-2007
EPIGRANA
Por causa de um certo lobby
Representantes do povo
Quebraram-se como um ovo
Agora é ora pro nobis




  11-05-2007
PAULISTANO ZONA NORTE
Nos Jardins, muitos playboys
Liberdade é japonês
A Paulista é só dos gays
Itaquera é motoboy

Morumbi só dá metido
Carcamano é no Pari
Mas pra cima do Anhembi
Não tem tipo definido

Paulistano Zona Norte
Não é muito conhecido
Porque vive escondido
E largado à própria sorte

Criatura meio estranha
Baiano com português
Que arranha italianês
E adora uma lasanha

Alguns são ricos às pampas
Outros pobretões de morte
Paulistano Zona Norte
Capixaba aqui de Sampa

No lazer é "hors-concours"
Este paulistano à parte
Ou vai pro Campo de Marte
Ou lá pro Carandiru

Lado Norte não é ermo
Nem tampouco "buchinchado"
É por isso que, coitado,
Vai ser sempre um meio termo
  21-04-2007
JOSUÉ
Vai Josué…
De novo com seu calção
Indo pra musculação
Será que nunca se cansa?

Vai puxar ferro
Engrossar o peitoral
Ganhar massa corporal
E eliminar a pança

Lá na ergométrica
Termina fazendo um bônus
Pra garantir melhor tônus
E ganhar o que não tem

Mas Josué
Atente pra um detalhe
Pra ficar com este talhe
De garoto iron man

Você vai ter
(E essa parte é dolorida)
Como tudo nesta vida
Que pagar um bom pedágio

As muitas horas
Que você ficou sem ler
Ai meu Deus vão lhe fazer
Tanta falta neste estágio

Os tantos dias
Que você ficou se olhando
Se mirando e admirando
Vão pro lixo, não estrila

Ai, Josué
Agora não tem mais jeito
Estufa bem esse peito
E assume que é um gorila


  01-04-2007
ESTRUPÍCIO
O Luiz Inácio
Pensou que era fácil
Mandar no Palácio
Mas, desde o início,
Adotou o ócio
E bancou o néscio

Nossa flor do Lácio
Que encantava o Décio
O Luiz Inácio
Pôs no precipício

Sujeito beócio
Parece um prepúcio
Num vai e vem indócil
E até o Aécio
Não é tão difícil

O Luiz Inácio
Pensou que era fácil
Mandar no Palácio

Mas foi tanto vício
Mas foi tanta audácia
Que o nosso pancrácio
Deu nesta falácia

O melhor negócio
Diz o Bonifácio
Era o estrupício
Mudar de ofício

Ai, meu São Patrício
Se eu tivesse um míssil
Eu jogava fácil
Nessa lula fóssil

O Luiz Inácio
Pensou que era fácil
Mandar no Aécio
Mas, desde o início,
Adotou o Décio
e bancou o ócio

Nossa flor do vício
Que encantava o néscio
O Luiz Inácio
Pôs no São Pancrácio

Sujeito do Lácio
Parece um beócio
Num vem e vai difícil
E até o prepúcio
Não é tão indócil

O Luiz Inácio
Pensou que era fácil
Mandar no Palácio

Mas foi tanto míssil
Mas foi tanto fóssil
Que o nosso patrício
Deu neste estrupício


  13-03-2007
NAMOR E A PEQUENA SEREIA
Eram leões marinhos
Peixes da montanha
Frescos namorados
Pelo amor fisgados

Príncipe Namor
E Pequena Sereia
Juntos lá no fundo
Como uma moeda
Jogada na fonte
Naquele horizonte

Entre a cara
E a coroa
Entre o peixe
E a lagoa

Mas um dia
Esses namorados
Foram fisgados
Pelo próprio amor

Namor
Virou peixe-de-briga
E a Sereia
Arqui-inimiga
Do seu tambaqui

E o Pequeno Príncipe
Feito um peixe espada
Pegou sua amada
Fez um sashimi


  09-02-2007
OS LULÍADAS
I-
Os "cumpanhêro" junto à peãozada
Que, do meu mui querido ABCD,
Por roscas nunca d’antes espanadas
Passaram ainda além do PCB
Em perigos e greves detonadas
Mais do que hoje faz o PCC
E, tomando o seu mé, edificaram
Novo Partido, que agora estragaram;

II –

E também as memórias gloriosas_
Daqueles mensaleiros que roubando_
Os cofres da Nação, sempre tão prosas_
Rodando por Brasília, lá enricando,_
E aqueles que por obras viciosas_
Se vão da Lei dos Homens afastando:_
Cantando espalharei por toda parte,_
Se tanto me ajudar garganta e arte.

III-

Cessem dos militares estes anos_
De subtrações grandes que fizeram;_
Cale-se de Maluf e dos tucanos_
A fama dos calotes que impuseram;_
Que eu canto este Partido paulistano,_
A quem Jáder e Pitta não superam._
Cesse tudo o que a Musa antiga canta,_
Que outro valor mais baixo se alevanta.

IV -

E vós, ó rio Tietê, mijado e obrado
Dai-me uma fúria grande e mal cheirosa
E não de fruta doce em descampado
Que a minha lira clama desgostosa
E todos meus sentidos alarmados
Anseiam relatar em polvorosa
Que se espalhe o fedor neste Universo,
P’ra que esta ladroagem vire verso.

V-


Tu, poderoso Inácio, em teu império
Plantado em Brasília, grande canteiro,
(Construído em local deletério)
Venhas até teu povo, cumpanhêro
Nós te imaginávamos tão sério
Tão limpo, tão honesto cavaleiro
E agora, seu Luiz: ó, desespero.
Tu viraste um anão do baixo clero!

  21-01-2007
GRUA DO SUMIDOURO
Uma rua
Uma grua
E foi tanta
Falcatrua
Que a cidade
Ficou nua
  06-01-2007
NANOPOEMA AO ACENDER DAS LUZES
Começo de ano
é o começo do fim
  22-12-2006
POEMINHA NO APAGAR DAS LUZES
Fim de ano
É o fim
  06-12-2006
MINI-HAIKU AERONÁUTICO
Alega-se
que foi o Legacy
o resto, nega-se


 
 
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