01-06-2002
Cléoso, o evangélico.

Buritis, junho do ano 2002 da Era Cristã

Senhor Fernando:

Na qualidade de filho primogênito de seu agregado em Cristo Alencarino e membro da Igreja Evangélica “Buritis Nossa Terra” venho alertá-lo para as visões que meus irmãos e eu tivemos durante sete noites do último mês de maio.

Deus é pai, amém, Senhor.

Vossa Excelência em Cristo, que também é filho Dele, deve nos ouvir, em Cristo, a fim de dirimir o fogo e o fumo que, a qualquer instante, cairão sobre vosso governo, antes que o fim de vosso mandato se apresente.

Não restará pedra sobre pedra, nem Pedro Parente sobre Pedro Malan, se grandes modificações não forem efetivadas em caráter de urgência urgentíssima – em Cristo.

Leia nossas visões.

E ore.

Ore muito.

Porque todos estão de saco cheio de ser Cristo, senhor Fernando.

Quando ele abriu o sétimo selo, fez-se em Brasília um silêncio de meia hora.

E vi os sete ministros que estão diante do senhor.

Foram-lhe dadas sete trombetas.

Os sete ministros, que tinham sete trombetas, prepararam-se para tocar.

O primeiro ministro, da Economia, tocou a trombeta: granizo e fogo caíram sobre Taguatinga. A terça parte do país ardeu, um terço do Mercosul ardeu e o Brasiliense se faliu.

O segundo ministro da Economia tocou a trombeta: um terço de miseráveis abrasados foi lançado no lago Paranoá. Uma terça parte dos microempresários pereceu. E um terço dos inadimplentes foi destruído.

O terceiro ministro da Economia tocou a trombeta: caiu de Nova York uma enorme estrela, ardendo como uma tocha.

Destruiu o Banco do Brasil. O nome da estrela é: FMI.

Os funcionários públicos morreram por causa do dinheiro, que ficou imprestável.

O quarto ministro, das Minas e Energia, tocou a trombeta: um terço das represas, um terço das barragens e um terço das hidrelétricas foram atingidos.

Por causa do apagão, o dia perdeu um terço de sua claridade e, da mesma forma, a noite.

Então eu vi: ouvi um desempregado, no meio da escuridão, gritando com voz débil: ‘Ai! Ai! Ai dos habitantes dessa terra, por causa dos toques de trombeta dos três ministros que ainda devem tocar!'

O quinto ministro, da Saúde, tocou a trombeta.

O sol se escureceu, e também o ar.

E dessa se espalharam mosquitos da dengue sobre o país.

O sexto ministro, da Educação, tocou a trombeta.

Dessa vez, nada sucedeu, posto que nada sucede quando o ministro da Educação toca trombeta em Brasília. Ninguém dá ouvidos.

Mas espere para ver o que aconteceu quando o sétimo ministro, da Abin, tocou.

Vi emergir do lago uma besta de sete cabeças. A besta que vi parecia uma araponga gigantesca. Ela abriu sua boca em blasfêmias contra seus adversários. Grampeou telefones, ordenou devassas.

Por fim, vi o senhor em meio a todo o fogo e martírio gritando: ‘Babilônia, Babilônia!'

Moral: o Serra vai virar o Cristo dessa história.”

P.S. 1: Para obter informações mais detalhadas sobre o Apocalipse de seu governo e de seu sucessor, envie R$ 1.500,00 para a conta do meu pai. Que Deus o tenha. Amém, em Cristo.

P.S. 2: Não adianta rezar para a Santa Paulina.

 
 
Veja também:

Crônicas
O Caseiro do Presidente
Aboboral
Limeriques e Casteliques
Letras
Privadas do Mundo
Nestor & Laika
E-mails dos Leitores

Castelorama - Home page

Fale com Castelo

 
 

Crônicas  O Caseiro do Presidente  Aboboral  Limeriques e Casteliques  Letras  Privadas do Mundo  Fale com Castelo