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| Países
do Mercosul perderam espaço para o Canadá e
Estados Unidos, independente do porte das empresas
exportadoras. Na foto, reunião da cúpula
do Mercosul no Rio. |
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O vizinho ficou mais distante na hora de exportar. Segundo a pesquisa
'As Micro e Pequenas Empresas na Exportação Brasileira
- 1998/2005', divulgado no final de 2006, os países do Mercosul
perderam espaço para o Canadá e os Estados Unidos na lista
dos principais destinos das vendas externas brasileiras, independentemente
do porte da empresa.
Entre as microempresas, os dois mercados do Norte representaram 22,8%
das vendas externas em 2005, enquanto nas pequenas a fatia foi de 24,9%
e nas médias e grandes empresas ficou em 20,7%. O peso dos consumidores
canadenses e americanos, no entanto, foi maior para os exportadores
de micro e pequenas empresas especiais (29,7%) - assim chamadas aquelas
que apresentam alto faturamento com menos postos de trabalho.
De qualquer forma, não se pode subestimar a importância
do Mercosul para as exportações brasileiras, sobretudo
por ser o destino mais fácil, devido às facilidades de
idioma e a proximidade geográfica. Para muitas firmas brasileiras,
negociar com a Argentina, por exemplo, representa uma porta de entrada
para o mercado externo, em que aos poucos vai se acumulando experiência
e segurança. Vale como um verdadeiro estágio.
Não é por acaso que o segundo destino mais importante para
as microempresas em 2005 foi justamente o Mercosul, respondendo por quase
20% das exportações, seguido pelos países da União
Européia (17%) e pelos demais países da América
Latina (16%). O cenário muda um pouco com relação às
pequenas exportadoras, em que o processo é inverso, isto é,
o segundo lugar é ocupado pela União Européia (21,8%).
Em seguida praticamente empatam o Mercosul (15,7%) e o restante da América
Latina (15,1%).
E o peso da Ásia? Nas micro e pequenas empresas a região
não passa do quinto lugar. Mas nas micro e pequenas empresas especiais,
os países do Oriente representam o segundo destino mais importante
(19,7%). Já nas médias e grandes empresas, os países
asiáticos ocupam o terceiro destino exportador (15,4%), atrás
dos Estados Unidos e Canadá (20,7%), como foi dito acima, e empatando
com a União Européia (20,8%).
No mercado externo, a pequena empresa vende de tudo. A variedade é tão
grande que a maioria dos produtos não se classifica em grupos
específicos. Mesmo assim, quase 20% das vendas externas em 2005
são formados por cinco itens. Entre as microempresas destacam-se
madeira serrada ou fendida (6,4%), calçados (3,9%), móveis
(3,5%), vestuário (3%) e peças de mármore e granito
(2,9%). |
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