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Caderno Comportamento

 

Usuário de PC costuma autorizar antivírus a não bloquear arquivo executável contaminado

 

Empresa destaca comportamento perigoso dos usuários no serviço de atendimento ao cliente

 

A Nodes Tecnologia tem notado alguns procedimentos dos usuários domésticos de aplicações antivírus que conduzem a erros e, por consequência, a contaminação de seus equipamentos. Entre estas ‘ocorrências”, a empresa destaca três delas como as mais comuns e as que mais preocupam:
 

- O sistema operacional e aplicações estão desatualizados;

- Existência de incompatibilidade entre várias aplicações de segurança sendo utilizadas ao mesmo tempo;

- O usuário cria uma exceção do antivírus para um arquivo executável que realmente estava infectado.

 

Segundo Eduardo Lopes, diretor comercial da Nodes Tecnologia, muitos usuários ligam informando que o computador está infectado e que está enfrentando problemas em trabalhar com o seu equipamento. Após análise de logs, na maioria dos casos é constatado que o sistema operacional e a boa parte dos programas instalados não estão atualizados. O que ocorre rotineiramente é que muitas atualizações disponíveis pelos fabricantes são exatamente para reparar brechas de segurança, que são utilizadas para tentativas de invasões de malwares. “Sem essas atualizações, o computador estará vulnerável a ataques. Para resolver a maioria desses casos, pedimos para que o cliente atualize o sistema operacional e seus programas por completo e efetue uma verificação completa no sistema para limpeza”, explica o executivo.

Os problemas com incompatibilidades entre as aplicações de segurança deixam muitos usuários sem saber o que fazer. Com intuito de proteger ao máximo o computador, instalam mais de um antivírus e/ou antispyware com proteção residente no computador para que este não seja infectado. Porém não sabem que a instalação de mais de um programa antivírus e/ou antispyware com proteção residente ao invés de ajudar a proteger, irá ocasionar problemas que os próprios usuários não gostarão. A maioria dos problemas causados inclui, segundo o executivo: computadores que estão lentos ou com a inicialização lenta, ao tentar abrir as páginas de internet estas demoram a carregar, erros de acesso indevido a memória, detecção da base de dados de vírus do outro antivírus por não estar criptografada, entre outros. “É importante que se mantenha apenas uma proteção residente instalada no computador para evitar estes problemas”, adverte.

 

Sobre o usuário criar uma exceção do antivírus para um arquivo executável que realmente estava infectado, Eduardo Lopes destaca que este fato é altamente preocupante. “Após inserir este tipo de arquivo na exceção, todos os outros arquivos executáveis do computador podem ser infectados pelo malware. Ou seja, a todo o momento pode aparecer avisos informando que um vírus estava tentando ser executado. Para que o antivírus não o incomodasse mais, o usuário resolve inserir todos os arquivos executáveis na exceção. No final das contas, o usuário inutilizou o antivírus para que pudesse trabalhar, mesmo tendo todo o computador infectado”, comenta.

Para o executivo da Nodes Tecnologia, estes casos demonstram a falta de conhecimento de boa parte dos usuários sobre como se manter livres das pragas virtuais. Ele acredita que os fabricantes de antivírus, computadores e outros dispositivos devem, com o apoio da imprensa, divulgar informações que possam educar o usuário para o bom uso dos seus equipamentos e como mantê-los sempre atualizados. “Desta forma, a cultura da segurança digital se fortalece e os casos de infecção por vírus podem reduzir drasticamente em número e gravidade”, aposta.

 

 

 

 

Para maiores detalhes leia na sua Revista Circuito.