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ano passado, as 450 empresas instaladas no
Pólo Industrial de Manaus (PIM) faturaram
US$ 22,8 |
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O
modelo Zona Franca de Manaus e a Superintendência
da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA) completam 40 anos.
Parcerias nas áreas da micro e nanotecnologia
e na formação de capital intelectual,
implantação da bioindústria, estímulo
ao desenvolvimento de um pólo gás-químico
em Manaus, promoção comercial e o fortalecimento
das economias dos Estados da Amazônia Ocidental
estão entre as principais ações
da autarquia na região.
Desde o seu início, o parque fabril local caracteriza-se pela
vanguarda dos produtos fabricados, sobretudo na linha de eletroeletrônicos.
E essa busca pela oferta de produtos com elevado poder competitivo teve
a sua grande prova no início dos anos 90, quando a economia brasileira
foi aberta aos importados. Neste início de novo século,
a ordem é intensificar o desenvolvimento da tecnologia digital,
diretriz que tem como objetivo manter o PIM competitivo.
A TV nessa nova plataforma tecnológica, aponta a superintendente
da SUFRAMA, Flávia Skrobot Barbosa Grosso, irá renovar
o fôlego de um dos principais segmentos do PIM. Com o início
das transmissões da TV aberta em sinal digital previsto para dezembro,
o primeiro mercado a ser aquecido será o de conversores de sinal
(set-top box), estimado em R$ 10 bilhões. Ele existirá até que
o modelo digital alcance valores acessíveis à maioria dos
consumidores.
Criada pelo Decreto-Lei 288, de 28 de fevereiro de 1967, "A Zona
Franca de Manaus é uma área de livre comércio de
importação e exportação e de incentivos fiscais
especiais, estabelecida com a finalidade de criar no interior da Amazônia
um centro industrial, comercial e agropecuário dotado de condições
econômicas que permitam seu desenvolvimento, em face dos fatores
locais e da grande distância, a que se encontram, os centros consumidores
de seus produtos.", conforme preceitua o seu artigo primeiro.
Idealizada pelo Deputado Federal Francisco Pereira da Silva pode-se dizer
que a Zona Franca, como hoje conhecemos, teve como embrião a Lei
Nº. 3.173 de 06 de junho de 1957, que a criou inicialmente como
Porto Livre.
Dez anos depois, o Governo Federal, por meio do Decreto-Lei Nº.
288, ampliou essa legislação e reformulou o modelo, estabelecendo
incentivos fiscais por 30 anos para implantação de um pólo
industrial, comercial e agropecuário, instituindo, assim, o atual
modelo de desenvolvimento, englobando uma área física de
10 mil km², tendo como centro a cidade de Manaus. O modelo de desenvolvimento
da ZFM está assentado em Incentivos Fiscais e Extrafiscais, que
propiciaram condições para alavancar um processo de crescimento
e desenvolvimento da área incentivada.
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| Fávia
Grosso, superintendente da SUFRAMA. |
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Em
15 de agosto de 1968, o Decreto-Lei Nº 356/68
estendeu estes benefícios a toda a Amazônia
Ocidental, ou seja, Amazonas, Acre, Rondônia
e Roraima.
A dinâmica da ZFM pode ser configurada em 3 fases distintas:
A primeira fase, de 1967 a 1976 constituiu o período de liberdade
plena de importações, apresentando as seguintes características:
predominância da atividade comercial (sem limitação
de importação de produtos, exceto armas e munições,
fumo, bebidas alcoólicas, automóveis de passageiro e perfumes);
crescimento do fluxo turístico doméstico com consumidores
buscando produtos de elevada sofisticação cuja importação
estava proibida no restante do país; e, estabelecimento de limite
para saída de bagagem de passageiro acompanhada; expansão
do setor terciário; início da atividade industrial; e,
lançamento da pedra fundamental do Distrito Industrial (30/09/68).
A segunda fase estendeu-se até o final de 1990 e teve início
com a edição dos Decretos-Leis Nº 1435/75 e 1455/76,
que introduziram as seguintes modificações no modelo Zona
Franca de Manaus: Estabelecimento de Índices Mínimos de
Nacionalização para produtos Industrializados na ZFM e
comercializados nas demais localidades do Território Nacional;
estabelecimento de limites máximos globais anuais de importação
(Contingenciamento). Essa fase, apesar das limitações impostas,
registrou um acentuado crescimento do setor industrial que obteve seu
melhor desempenho em 1990, quando atingiu um faturamento de US$ 8,4 bilhões
e geração de 80.000 empregos diretos. Tal desempenho caracterizou-se
pelos seguintes fatores: acesso a modernas tecnologias; substituição
de importações, vez que na oportunidade cerca de 2000 produtos
estavam proibidos de ingressar no país; contribuição
para o desenvolvimento, de uma indústria nacional de componentes
e outros insumos, localizada no Centro-Sul do País, especialmente
em São Paulo.
A terceira fase iniciou-se em 1991, com a chamada Nova Política
Industrial e de Comércio Exterior do Governo Federal, promovendo
a abertura do mercado Brasileiro às importações.
A nova ordem econômica fixou como paradigma a busca da "Qualidade
e da Produtividade". A exposição do modelo ZFM à nova
ordem, especialmente por conta de produtos estrangeiros que passaram
a entrar no mercado nacional e a forte recessão que assolou a
economia brasileira, agravando-se em nível local, exigiu profundas
modificações na legislação, o que ocorreu
através da edição da Lei 8.387 de 30 de dezembro
de 1991, estabelecendo medidas, visando sua salvaguarda: criação
de Regimes de Áreas de Livre Comércio - ALC, priorizando
faixas de fronteiras, visando irradiar o modelo Zona Franca de Manaus
eliminação dos limites máximos globais anuais de
importação; substituição do critério
dos Índices Mínimos de Nacionalização pela
prática de Processo Produtivo Básico - PPB; desregulamentação
de procedimentos; e, criação do Entreposto Internacional
da Zona Franca de Manaus - EIZOF. Decreto nº 205, de 05/09/91, que
trata da eliminação dos limites máximos globais.
As medidas adotadas ensejaram, a partir de 1993, o início da recuperação
da ZFM constatando-se progressiva adequação do seu setor
industrial, caracterizada por significativa reconversão industrial
com redução de custos que propiciaram maior competitividade
de seus produtos, a par da elevação dos padrões
de qualidade a partir da adoção das Normas Técnicas
da série ISO 9000, de cumprimento obrigatório pelo Decreto
nº 783 de 25 de março de 1993.
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| (Luiz
Fernando Furlan, Ministro do Desenvolvimento,
Indústria e Comércio Exterior). |
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O
resultado mais expressivo decorrente da reestruturação
efetivada no parque industrial, traduziu-se pelo seu
faturamento, que em 1996 foi de US$ 13,2 bilhões.
Atualmente, os desafios consistem na capacidade de aproveitamento da
dinâmica que o modelo ZFM imprimiu, visando buscar elementos que
possibilitem a auto-sustentabilidade da região. Neste sentido
a SUFRAMA direciona suas ações baseadas em algumas premissas:
fortalecer o parque industrial de Manaus com ponderável base tecnológica,
a partir de reforço à cadeia produtiva de subsetores industriais
através de incentivos adicionais à produção
de componentes que apresentem vantagens competitivas em sua fabricação
local; fortalecer o projeto Zona Franca, dada sua importância nacional
e regional, perseguindo sua auto-sustentação em harmonização
com os demais segmentos da indústria brasileira; fortalecer o
papel da Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA nas
ações Governamentais objetivando desenvolver a Amazônia
Ocidental e promover a integração da Fronteira Norte do
País, mediante a implantação de um programa de interiorização
que se consolide através de projetos economicamente viáveis,
que contemplem o aproveitamento das matérias-primas regionais
e da biodiversidade existente na Amazônia.
Distrito
industrial
O
lançamento da pedra fundamental do Distrito
Industrial, no dia 30 de setembro de 1968, reunindo
no ato, o superintendente Floriano Pacheco e o governador
do Estado Danilo Duarte de Mattos Areosa, marcou também
a aprovação do primeiro projeto industrial
para instalar-se na ZFM: o da indústria Beta
S/A, fabricante de jóias e relógios,
que funcionou até meados da década de
90.
A área escolhida situa-se entre as terras pertencentes ao Campus
Universitário, num total de aproximadamente, 1.700 hectares divididos
em 150 lotes, hoje, totalmente ocupados.
Os trabalhos de infra-estrutura começaram no final de 1969, com
a instalação das redes de energia elétrica, água
e esgotos, abertura da malha viária. Todas as obras foram feitas
com recursos próprios. Em 1972, o Distrito recebe a primeira indústria,
a CIA - Companhia Industrial Amazonense, ocupando uma área de
45.416 m², para produção de estanho e, logo em seguida,
a Springer, para produção de aparelhos de ar condicionado.
O Distrito possui estação de captação e tratamento
de água, rede de esgotos sanitários e de telecomunicações
e sistema viário com 48 km de ruas asfaltadas e com manutenção
própria. A área dispõe de hospital, creche, centro
de treinamento do Senai, entidades das classes empresariais e trabalhadoras,
escolas de tecnologia, centros de pesquisa, hotéis de 4 estrelas,
pistas apropriadas para caminhadas, cooper, ciclismo, quadras de esportes
e áreas de lazer, bares, restaurantes e shopping center.
Os lotes são vendidos às empresas a preço simbólico,
com prazo de 10 anos para pagamento.
Em 1980, a SUFRAMA adquiriu uma área de 5.700 ha, contígua à do
Distrito já ocupado, para expansão. Nessa área já estão
instaladas algumas empresas, nos 1000 ha. que receberam toda a infra-estrutura
necessária à ocupação, havendo, inclusive, áreas
destinadas à construção de conjuntos habitacionais
para os trabalhadores. Da mesma forma que o Distrito menor, esta área
foi planejada preservando-se áreas verdes em proporção às áreas
construídas, para que o equilíbrio ecológico seja
mantido.
Qualidade
Em novembro
de 1991, o Governo Federal lançou a Nova
Política Industrial e de Comércio
Exterior, incluindo a redução progressiva
do Imposto de Importação de forma
que, a partir de 1994, para alguns produtos,
ele praticamente deixa de existir. Toda a indústria
nacional sofreu os efeitos da medida e o País
enfrentou uma das maiores crises da sua economia,
com desemprego em massa. Na Zona Franca de Manaus,
não foi diferente. Para competir com os
produtos similares importados, mais modernos
e com custos de produção mais baixos,
as empresas tiveram que se reestruturarem com
investimentos maciços em bens de produção,
incrementos de automação industrial
e a indesejável liberação
de mão-de-obra. A indústria da
ZFM teve de se adequar ao Programa Brasileiro
de Qualidade e Produtividade.
O setor reagiu rapidamente e o faturamento do Pólo Industrial
de Manaus saltou de US$ 8,4 bilhões em 1990 para US$ 11,7 bilhões
de dólares em 1995, com as empresas eletroeletrônicas dobrando
a produção em relação do seu pico de produção
nos anos anteriores. Em 1996 foi mantido o mesmo ritmo de crescimento
e superado e o Pólo Industrial fechou o ano com faturamento da
ordem de US$ 13 bilhões. A média do faturamento anual do
PIM nos últimos sete anos é de US$ 10 bilhões.
A SUFRAMA estimula as empresas industriais à busca de novos mercados
para seus produtos, que estão cada vez mais competitivos tantos
em preços quanto em qualidade. No que toca à qualidade,
o PIM conta hoje com 155 empresas certificadas nas normas da série
ISO 9000 e 97 recertificadas e ainda: oito certificadas em ISO 14001;
duas em OHSAS 8000; 44 em ISO 9001; e 110 em ISO 9002.
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