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“Foi lamentável
o ‘presente’ que o governo deu ao povo brasileiro no
primeiro dia útil do novo ano, anunciando o aumento das
alíquotas do IOF e da CSLL para instituições financeiras”,
salientou hoje (3/01) Paulo Skaf, presidente da Fiesp/Ciesp
(Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo).
Para ele, “a medida ontem anunciada é descabida e
desnecessária, pois a União terá aumento de arrecadação de
R$ 40 bilhões em 2008, em relação ao exercício anterior, já
descontada a receita da CPMF, que, felizmente, a sociedade
conseguiu derrubar no Senado”.
A arrecadação do
Governo Federal este ano chega perto de R$ 600 bilhões,
lembra Paulo Skaf. “Esses recursos são mais do que
suficientes para atender a todas as demandas orçamentárias,
incluindo os investimentos, programas sociais e até mesmo a
Emenda 29 da Constituição, cuja regulamentação defendemos e
que acrescentaria mais R$ 4 bilhões às verbas da saúde”.
O presidente da
Fiesp/Ciesp explica que os números relativos à receita
tributária evidenciam não haver qualquer necessidade de o
governo adotar aumento de impostos para compensar a extinção
da CPMF. “Além disso, os ‘cortes’ orçamentários ontem
anunciados referem-se a previsões de novas despesas, que
seriam criadas, e não a quaisquer programas previamente
existentes. Para estes, como vimos, há recursos de sobra”.
O presidente da
Fiesp/Ciesp afirma que a sociedade não suporta mais aumentos
de impostos. “Os brasileiros desejam, sim, um Estado mais
eficiente, menos perdulário e capaz de prestar serviços
eficazes, não só em termos de investimentos na recuperação e
modernização da infra-estrutura, como nas áreas prioritárias
da saúde, educação e segurança. Estes são os pressupostos
com os quais devemos encarar os desafios de 2008, quando
devemos nos empenhar pelas reformas estruturais e a
desburocratização, essenciais ao crescimento sustentado da
economia. Para isto, precisamos de menos impostos e mais
eficiência da máquina pública”, concluiu Paulo Skaf. |
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