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QUERO SER UM LÍDER?

Dia desses, tomando café em pleno Shopping Center, ouvi de um garoto de uns nove anos a seguinte frase: “Mamãe, quando eu crescer quero ser um líder…”
Na hora achei graça, mas depois comecei a pensar: será que dá para “virar” líder, ou já nascemos predestinados? E, no caso de conseguirmos o intento, será que há tantas vantagens assim no cargo, ou só é bom para alguns poucos, com inegável e forte vocação?
Há quem diga que, para liderar, basta acrescentar a algumas habilidades inatas, e outros, baseados inclusive em pesquisas científicas, afirmam que é preciso ter nascido com determinadas características que lhes permitam liderar com mais.
Talvez o segredo da liderança seja justamente um encontro desses vários fatores – assim como não podemos esquecer de que, contexto e conjuntura histórica também desempenham um papel importante.
Mas afinal de contas, o que é um líder?
Segundo Daniel Goleman, autor da teoria da Inteligência Emocional, um líder deve dominar e transitar bem em pelo menos duas áreas distintas e igualmente importantes:
Consciência de si próprio - manifestada de várias maneiras:
- Consciência emocional – capacidade de entrar em contato com suas emoções, detectar sentimentos e a maneira como eles podem afetar seu rendimento ou influência sobre os outros.
- Confiança em si mesmo – capacidade de apoiar-se e usar seus pontos fortes para transmitir segurança.
- Transparência – saber expressar de maneira sincera seus sentimentos de maneira a não deixar dúvidas quanto a suas posições e conquistar credibilidade.
- Iniciativa – um líder vai atrás das oportunidades ou acaba por criá-las - jamais espera que caiam do céu. Além de ser capaz de tomar as decisões mais difíceis antes que seus companheiros.
Consciência Social – um líder sem apoio do grupo não é um líder e, para consegui-lo, é necessário ter ou desenvolver:
- Empatia – capacidade para conhecer os sentimentos do outro ou do grupo através de sinais de comportamento e/ou mudanças sutis nas atitudes.
- Percepção organizacional – talento para detectar as redes que se formam entre seus liderados ou empregados e situar cada um deles em uma posição ou escala hierárquica, de maneira a otimizar o rendimento de cada um.
- Serviço – mesmo em uma posição privilegiada e de mando, um líder jamais deve esquecer que sua função é oferecer e/ou defender um serviço, um produto, uma idéia…
Talvez você esteja se perguntando se não será uma enorme perda de tempo e energia querer transformar-se em um líder. Talvez até seja – ninguém é obrigado a nascer talhado para isso. E nem é pecado querer ficar na sua ou ser apenas um feliz liderado satisfeito com o seu papel de observador, trabalhando nas bases de apoio em vez de nas fileiras da frente – de qualquer que seja a causa ou profissão abraçada.
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