Leia aqui exclusivas colunas todas
as semanas, sobre comportamento e etiqueta



A PALAVRA CERTA


O modo como você fala e se comunica com as outras pessoas pode ser fundamental para o desenvolvimento de sua carreira - por mais que a informalidade impere nos dias de hoje. E não estou falando de regras gramaticais e do bom uso de nossa língua portuguesa, mas sim de tom de voz, intenção e até mesmo da construção de um discurso que, por puro descuido, pode soar agressivo ou fora de contexto.

Falar bem, muitas vezes está diretamente relacionado à educação e preparo. Porém, mesmo que se considere razoavelmente desenvolto para falar, trate de se prevenir contra outras possíveis armadilhas.

O simpático falador, profissionalmente, pode ser um desastre. Falar demais, contando histórias longas ou "cases" detalhadíssimos muitas vezes com pouco a ver com o que se está discutindo no momento é uma armadilha. Pessoas assim são cansativas e, pode reparar; freqüentemente são interrompidas - ninguém tem tempo nem paciência para ouvir sagas intermináveis.

Se você sabe que fala muito não precisa se refrear demais. Apenas edite seu texto e procure começar pelo que há de mais interessante ou importante no que vai apresentar. Assim, se o discurso ficar longo, o mais importante já terá sido dito.

Não seja dono do mundo. Esse tipo de pessoa não fala, dita ordens. Suas frases são sempre imperativas, com pontos de exclamação no final. E freqüentemente, capazes de gerar tensão desnecessária. Ou o contrário: é do tipo bonachão com voz de trovão. Só que poucos o/a levam a sério ou ouvem, uma vez que já se acostumaram a dar o desconto aos seus decibéis extras.

Em tempo: lembre-se que ouvir é tão importante quanto falar. Não faça apenas cara de interesse quando alguém está falando. Ouça mesmo e, sempre que puder, pergunte e mostre interesse. Esse simples gesto o/a tornará infinitamente mais simpático e interessante aos olhos de quem está falando. Sem falar que o diálogo ou os assuntos tratados na reunião, ficam muito mais fáceis e fluem melhor.

Gíria e palavrão são como passar o sinal vermelho. Aliás, gíria de uma forma geral, pode ser uma coisa perigosa. Muita gente não conhece, outras não gostam e, dependendo da tribo, a sua expressão pode ser totalmente mal interpretada. Profissionalmente, é o fim da picada.

Use uma linguagem informal, porém correta e conhecida por todos. O que tem que ser coloquial é o tom - que emprestará mais ou menos simpatia e fará você se aproximar mais ou menos das pessoas.


|textos anteriores|