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Elegante até no carnaval!

Chegou o carnaval! Quatro dias de folia. Dá pra deitar e rolar, namorar e beber, pular e dançar, enlouquecer enfim! Será!? Pois saiba que até mesmo para cair na farra do Rei Momo, é preciso uma certa compostura. E não é chatice gratuita, veja só: quem já não se viu em apuros no dia seguinte a uma noite de carnaval tentando conviver com uma ressaca infernal ou - pior - lembrar com quem terminou a noite e que tipo de juras perpetrou?
Posso beber até cair? E para quê? Além de perder o melhor da festa, você se transforma em um tremendo chato. Para beber e continuar em pé evite começar em casa. Assim, seu baile – e o fôlego - vão durar muito mais. Intercalar muita água com bebida também ajuda. Além de hidratar o corpo, a cabeça certamente sofrerá menos.
O assédio é inevitável? Sim. E uma das maiores graças da coisa toda. Mas só porque é carnaval não vale qualquer nota. Grosserias e agressividade gratuita em nome da folia é imperdoável. Assim como mãos bobas e apalpadelas “sem querer”…
É perfeitamente possível se divertir e ousar mais sem cafajestadas.
Ligo no dia seguinte? Não, deixe para depois. Pode acontecer de você extrapolar e no dia seguinte não lembrar nada. E nem pense em telefonar a todos que você supõe ter estado presente para perguntar o que foi mesmo que você fez ou falou. Não passe esse recibo. No máximo, confira isto com quem o/a acompanhou ou algum amigo muito íntimo.
Vou beijar-te agora... E agora? Beije. Beije e não deixe passar. É natural que a coisa esquente e que não dê pra segurar. Já “malhos” explícitos pegam mal. Pelo menos em salões de baile onde às pessoas tendem a se (re) conhecer. Se for inevitável, vá para locais mais reservados, varandas, sombras de árvores, à luz da lua etc. Uma questão de auto preservação e – por que não dizer? – classe mesmo.
Eu preciso dançar? Não. É bem freqüente o sujeito (ou a moça) que vai ao baile e não arreda o traseiro da cadeira. Quem está à mesa, sente-se tremendamente incomodado em deixar essa pessoa plantada, enquanto o resto da turma se perde pelos cordões.
Não há o menor problema em não dançar. Apenas deixe isso bem claro a quem o/a acompanha. O trato deve ser feito antes de sair de casa: “Vou, gosto, mas não danço”.Evita muita chateação e cara amarrada.
Com que roupa eu vou? A escolha é sempre sua. Muitas vezes, aproveitando a folia somos arrastados para dançar com pessoas tão inesperadas quanto indesejáveis. O que fazer? Dê uma voltinha rápida e aproveite você também o clima de “alegria e confusão” para se desvencilhar rapidinho deste tipo de chato/a. Sem explicações ou remorsos.
E quem detesta carnaval? Não tem o menor problema. Desde que o fato não seja repetido a exaustão cada vez que alguém comentar o quanto não vê a hora de cair na folia. É uma enorme prova de falta de sensibilidade.
Ninguém é obrigado a aderir ao espírito de Momo apenas porque chegou à hora. Mas tentar cortar o barato do país inteiro é, no mínimo, uma pretensão inútil.
Faça um estoque de livros, CDs ou vá para longe das avenidas, dos bailes e da TV. E curta – à sua maneira – o feriado mais alegre do Brasil.
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