Comunicação: a força da suavidade.

A questão hoje, não é comunicar-se, pois nesta era de tantos avanços tecnológicos nunca foi tão fácil e rápido fazer contato com qualquer pessoa em qualquer parte do mundo. O importante agora é a maneira como o fazemos. E o seu futuro profissional depende da forma correta como você se comunica - ou melhor, se relaciona com as palavras.

· A agressividade não é - e nunca foi - uma demonstração de eficiência. A figura do chefe que inspira medo já não surte mais efeito. Ë uma técnica de comunicação totalmente ultrapassada.

· Aliás a própria palavra "chefe" é antiga. Hoje o importante é o líder da equipe, que transmite suas decisões com clareza. E não impõe uma nova idéia, mas conversa com os seus companheiros de trabalho.

· É perfeitamente possível, impor respeito e galgar degraus na hierarquia de uma empresa comunicando-se de forma cortês, sem invadir espaços, sem levantar a voz ou fazer carranca de monstro. Aliás, é infinitamente mais agradável, além de muito mais eficiente.

· Até para reclamar ou mesmo reivindicar, uma abordagem cuidadosa e mais simpática pode render muito mais frutos do que uma colocação dura e intempestiva.

· Lembre-se: em vez de "isso não funciona.." porque não usar: "" e se nós tentássemos.." Ou então: "detesto que..." pode se tornar mais simpático com " não seria melhor..."

· "Isto é bobagem". Além de agressivo não acrescenta nada ao problema. Já "Temos uma alternativa, o que vocês acham de..." é mais diplomático e traz uma sugestão de solução ao que você considera uma besteira.

· Uma postura mais democrática também dá mais espaço para que pequenos ajustes e erros sejam feitos ou corrigidos. E não fará de você um ditador na rádio peão.

· Comunicar é uma questão de palavras e entonação. Mas que fazem toda a diferença e até podem mudar a atitude de seus interlocutores com relação ao que está sendo discutido.

· O melhor caminho é adotar uma atitude positiva. Ao fazê-lo, você estará automaticamente sendo mais receptivo.

· Jamais responda sem pensar. Parece bobo, mas ainda existem muitas pessoas que na hora da adrenalina deixam as palavras saírem da boca e não do cérebro. Todo cuidado é pouco.

· Na hora de ouvir uma reclamação deixe o interlocutor completar o seu pensamento. Neste momento interromper o outro não é o melhor caminho. Ouça, mas ouça mesmo o que a outra pessoa está querendo dizer e só depois fale, faça perguntas. Crie o clima de intimidade. Assim será uma conversa e não uma discussão.

· Evite comparações de qualquer espécie. Nada pode ser mais indelicado e contraproducente. "por que o computador dele está conectado na Internet e o meu não ?". Você corre o risco de parecer uma criança emburrada. Já com um argumento preparado a situação é outra: "se meu micro estivesse ligado na Internet poderia fazer este trabalho em apenas uma hora... "