Entrevista
Alex Oliver
Nome: Alex Oliver
Empresa: ZBrush Central
Projeto em questão: Produção do Sea Monsters
Papel na produção: Recriar o design dos dinossauros e, em seguida, a modelagem
Você pode explicar um pouco sobre o que é o projeto “Sea Monsters”?

O projeto Sea Monsters tenta recriar, através de técnicas modernas de CG, um pouco de um passado que até há algumas décadas parecia tão mítica. Contudo, por meio das recentes descobertas e com novas tecnologias, a ciência hoje dispõe de técnicas cada vez mais avançadas para recriar esse período da história da Terra. Ainda que hoje várias pessoas contestem, mesmo que envolto em muitas “teorias”, a ciência tem reconstruído muito bem esse passado, o que é extremamente excitante.

Qual foi o seu papel na produção?

Meu principal papel foi recriar, junto aos paleontólogos, o design dos dinossauros e, em seguida, a modelagem. Eu tinha como principal função fornecer o aspecto que eles estavam procurando, pois a cada nova descoberta feita algumas mudanças nos dinossauros, estética e estruturalmente falando, são feitas.

Como você se envolveu com essa produção?

Fui convidado pelo estúdio de Londres para fazer parte do projeto, estavamos em contato diário via Skype e MSN. O contato foi muito fácil e o processo todo fluiu perfeitamente bem. Acredito que por já ter esculpido dezenas de dinos em clay e alguns em CG, pra mim mesmo, o estúdio me achou qualificado para o serviço.

Você já teve a oportunidade de ver o filme finalizado em IMAX (tela de cinema com mais de 20 metros de altura)? Como foi?

Não, infelizmente não tive a oportunidade, pois não temos ainda nenhuma sala com essa tecnologia no Brasil. Mas seria muito interessante, pois o IMAX é uma experiência visual diferente de tudo no cinema.

Existe alguma diferença do ponto de vista de modelagem e pintura quando se produz conteúdo para IMAX?
Não. Falando da minha pipeline, nada mudou. Tudo foi feito da forma tradicional.
Este trabalho contou com uma equipe de pessoas do mundo inteiro. Como foi trabalhar com pessoas tão diferentes?

Uma boa experiência, principalmente porque reavaliamos aquilo que achamos que está perfeito para nós mesmos. Tive que refazer muitas coisas, que pra mim estavam ótimas. Trabalhar sob uma boa direção sempre é gratificante. Existe grande diferença quando você faz um serviço sob sua própria direção, o trabalho flui mais facilmente. Sob a direção de alguém ou com uma equipe, muitos acréscimos ou mudanças são feitas, fato que apesar de tudo acrescenta muito ao trabalho.

Como foi coordenado o trabalho? Sua parte dependia de outros profissionais também?
Sim, claro. Estava sob a supervisão de um diretor de arte, outro de animação e paleontólogos.
Após os paleontólogos passarem as referências para o estúdio, elas eram enviadas pra mim, que logo em seguida partia para os sketches no Zbrush.